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Mario Monti ganha voto de confiança do Senado

por Redação Carta Capital — publicado 17/11/2011 18h34, última modificação 17/11/2011 18h41
Novo governo de tecnocratas consegue aprovação tranquila e premier anuncia programa de reformas com rigor, crescimento e equidade
monti

Novo governo italiano liderado por Mario Monti obteve voto de confiança do Senado nesta quinta-feira 17. Foto: Alberto Pizzoli/AFP

O novo primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, de 68 anos,  e seu governo de tecnocratas passaram nesta quinta-feira 17 pelo primeiro teste no Parlamento. O Senado concedeu um voto de confiança ao premier por 281 votos a favor e 25 contra, mas o mandatário italiano ainda precisa passar pelo crivo da Câmara dos Deputados nesta sexta-feira 18.

Antes da votação, Monti apresentou seu programa de reformas para cortar gastos e controlar a dívida de 1,9 trilhão de euros (120% do PIB) do país. Para isso, prometeu em discurso aos senadores "rigor, crescimento e equidade" e advertiu que "o futuro do euro depende também do que a Itália fizer". "A falta de crescimento anulou os sacrifícios" feitos pelos italianos após a aplicação de vários planos de austeridade, ressaltou.

 

Na última semana, o Parlamento aprovou a Lei de Austeridade com os cortes exigidos pela União Europeia, culminando na renúncia de Sílvio Berlusconi. O país deve cortar 59,8 bilhões de euros (cerca de 143 bilhões de reais) de seus gastos até 2014. "Não consideramos as exigências da União Europeia como algo imposto. Não estamos em frentes diferentes. A Europa somos nós", disse Monti, que se comprometeu a alcançar o equilíbrio orçamentário para 2013.

Reformas

O novo primeiro-ministro também prometeu uma reforma do sistema de aposentadorias, assim como do mercado de trabalho. "Esse mercado deve ser reformado para que seja mais equitativo, há trabalhadores muito tutelados e outros sem nenhum amparo".

Segundo o premier, o sistema de aposentadorias na Itália é um dos mais sólidos do velho continente, mas "apresenta amplas desigualdades e há camadas privilegiadas sem justificativa."

Monti não prevê um novo plano de austeridade após os adotados por seu predecessor em julho e setembro, mas anunciou a introdução de um imposto sobre a habitação, anulado por Berlusconi. Para ele, é necessário "reativar uma economia engessada, favorecer o nascimento de novas empresas, melhorar os serviços públicos e dar mais empregos aos jovens e mulheres."

Governo

A equipe de governo de Monti, formada por líderes de negócios e especialistas, foi anunciada na sexta-feira 11. Na ocasião, o premier declarou que também ocupará o delicado posto de ministro da Economia e Finanças. “A ausência de políticos vai facilitar em vez de atrapalhar a gestão", explicou.

A equipe de governo, composta por 16 tecnocratas, contará com um “superministério” de Desenvolvimento Econômico, Infraestruturas e Transporte, a cargo de Corrado Passera, dirigente do segundo maior banco da Itália, Intesa Sanpaolo. “A fusão destes ministérios permitirá uma maior coordenação do crescimento econômico.”

Com informações AFP e BBC News.

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