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Manifestantes ainda resistem na praça Tahrir

por Redação Carta Capital — publicado 12/02/2011 08h56, última modificação 14/02/2011 09h45
Limpeza do epicentro dos protestos contra Mubarak começou no sábado 12 com a ajuda de alguns manifestantes. Outros prometem ficar até que os militares atenda reivindicações

Limpeza do epicentro dos protestos contra Mubarak começou no sábado 12 com a ajuda de alguns manifestantes. Outros prometem ficar até que o Exército atenda reivindicações

Após 18 dias de manifestações na Praça Tahrir, no Cairo, capital do Egito, que resultou na queda do presidente Hosni Mubarak, o principal local de protestos começou a ser limpado pelo exército com a ajuda da população que permaneceu no local por mais de duas semanas.

A maioria dos egípcios que estavam na praça há 18 dias já havia ido embora. Mas neste domingo 13, centenas de manifestantes resistem em deixar a praça até que os militares atendam às reivindicações. Para alguns, somente a saída de Mubarak ainda não é o suficiente.

O chefe da polícia egípcia Mohamed Ibrahim Moustafa Ali afirmou que não quer mais nenhum manifestante acampado no local. Mas em entrevista à emissora árabe Al Jazira, um dos líders das manifestações, Safwat Hegazi, disse que "se os  militares não cumprirem nossas exigências, a nossa revolta vai voltar ainda mais forte". E prometem ficar na praça mesmo sem as barracas.

O Supremo Conselho Militar prometeu neste sábado entregar o poder a um governo civil eleito.

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