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Egito

Manifestação acusando militares por massacre em Port Said é reprimida no Cairo

por AFP — publicado 02/02/2012 18h10, última modificação 06/06/2015 18h26
"Não foi um acidente esportivo, foi um massacre militar", gritava a multidão, pedindo a renúncia do homem forte do país, marechal Husein Tantawi
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"Não foi um acidente esportivo, foi um massacre militar", gritava a multidão, pedindo a renúncia do homem forte do Egito, marechal Husein Tantawi. Foto: AFP

A polícia lançou nesta quinta-feira 2 bombas de gás lacrimogêneo contra manifestantes que protestavam no Cairo, acusando o poder militar de ter provocado os confrontos entre torcedores de futebol na quarta em Port Said, que terminou com um registro de 74 mortos.

"Não foi um acidente esportivo, foi um massacre militar", gritava a multidão, pedindo a renúncia do homem forte do Egito depois da queda do regime de Hosni Mubarak, no ano passado, marechal Husein Tantawi.

Pelo menos 20 pessoas ficaram feridas por inalação do gás, segundo fontes médicas.

Os manifestantes marcharam em direção ao Ministério do Interior, onde a polícia antidistúrbios bloqueava a via. Para conter a multidão, os policiais lançaram, em seguida, bombas de gás lacrimogêneo.

Segundo uma autoridade de segurança, os manifestantes jogaram pedras nos policiais.

Vários manifestantes feridos se retiraram da área em motocicletas.

Na Praça Tahrir, testemunhas viram pelo menos cinco ambulâncias se dirigindo para o local onde foram registrados os choques.

Na quarta-feira à noite, pelo menos 74 pessoas morreram em Port Said (norte) em uma briga entre torcedores depois de uma partida de futebol entre o Al-Masry, equipe de Port Said, e o Al-Ahly, do Cairo.

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