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Mais de um milhão de sites foram fechados em 2010

por Redação Carta Capital — publicado 13/07/2011 11h07, última modificação 13/07/2011 11h07
Pesquisa, feita por órgão ligado ao governo chinês, concluiu que o conteúdo da internet chinesa está melhorando; no entanto, ativistas têm cada vez mais se manifestado contra a censura no espaço cibernético chinês

Cerca de um milhão e trezentos mil sites foram fechados na China em 2010, o que representa uma redução de 43% no número de endereços virtuais em relação ao ano anterior. Os dados são frutos de pesquisa desenvolvia pela Academia Chinesa de Ciências Sociais.

Apesar de alarmantes, os pesquisadores concluíram que essa redução não se refere a uma violação da liberdade de expressão, mas a um aumento de qualidade do conteúdo e insistiram que a China tem um alto nível de liberdade no diálogo virtual.  Liu Ruisheng, do instituto de Pesquisas em Mídia, afirmou que a supervisão mais severa é responsável por esta “melhoria”. E ressaltou que, apesar da diminuição no número de sites, houve aumento na quantidade de páginas em 79% (60 bilhões) durante o ano de 2010.

Pesquisa recente do instituto também indicou que o chinês é a segunda língua mais usada na Web. Apesar das declarações, organizações de direitos humanos se manifestam constantemente contra a censura a diversos sites, que impõe controles conhecidos como a Grande “firewall” da China.

O bloqueio de sites se tornou rotineiro. Redes como Facebook, Youtube e Twitter, por exemplo, são fechadas. A gigante Google tem enfrentado constantes atritos com o governo chinês, devido problemas de invasão de contas de e-mail de usuários da empresa.

O governo acredita que a internet deve ser regulada como a televisão, em uma tentativa de controlar o poder que essas imagens e informações tem sobre a população.  Essa visão é polêmica entre ativistas e as próprias empresas internacionais.

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