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Internacional

Sudão do Sul

Mais de 200 pessoas são mortas em ataques

por AFP — publicado 12/03/2012 15h19, última modificação 12/03/2012 15h26
Novos conflitos tribais na fronteira entre dois estados do país também registraram 300 mulheres e crianças sequestradas, além de 100 mil cabeças de gado roubadas
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Mais de 200 pessoas foram mortas na sexta-feira eno sábado durante novos confrontos tribais na fronteira entre dois estados do Sudão do Sul, disse à AFP o governador de um desses estados nesta segunda-feira. Foto: Hannah Mcneish/AFP

JUBA (AFP) - Mais de 200 pessoas foram mortas na sexta-feira 2 e no sábado 3 durante novos confrontos tribais na fronteira entre dois estados do Sudão do Sul, disse hoje à AFP o governador de um desses estados.

"O número de mortos é de 223 e 150 pessoas ficaram feridas", declarou Kuol Manyang, governador de Jonglei (nordeste do país), onde integrantes da etnia murle começaram a atacar os membros da comunidade lou nuer na cidade e no entorno de Romyieri, fronteira entre Jonglei e o estado vizinho do Alto Nilo.

"Acreditamos que cerca de 300 mulheres e crianças tenham sido sequestradas" e 100 mil cabeças de gado foram roubadas durante o ataque, acrescentou Manyang. Ele também informou que a ação começou às 4h (22h de Brasília) de sexta-feira.

O número de vítimas não pôde ser confirmado por fontes independentes, pois a região atacada é isolada, sem estradas ou rede de telefonia móvel.

A ONG International Medical Corps (IMC), que atua em Akobo, uma localidade de Jonglei, situada a cinco horas de barco da região atacada, informou em um comunicado ter prestado atendimento a 63 pessoas, entre elas 60 "feridos a tiros, e outros com fraturas e ferimentos leves."

"Uma pessoa morreu durante a transferência para o hospital", acrescentou a ONG, indicando que uma de suas equipes foi ao local para retirar os feridos e "viu cadáveres de pessoas mortas durante os combates."

Estes ataques parecem ser represálias a uma série de ações violentas anteriores realizadas na mesma região em janeiro por uma milícia nuer de cerca de 8 mil jovens, reforçado por membros da etnia Dinka contra vilarejos murle.

Uma autoridade local indicou na ocasião a morte de 3 mil pessoas. A ONU estimou, por sua vez, "dezenas, talvez centenas" de mortes, sem poder fornecer um número mais preciso.

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