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Maio foi o mês mais violento em quatro anos no Afeganistão

por Redação Carta Capital — publicado 11/06/2011 18h24, última modificação 11/06/2011 18h24
Segundo a ONU, número de mortes de civis no país é o maior desde 2007.

Da Agência Brasil*

A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou hoje (11) que o mês de maio registrou o maior número de mortes de civis no Afeganistão dos últimos quatro anos. A Missão de Assistência da ONU para o Afeganistão (Unama, na sigla em inglês) divulgou que 368 civis morreram em maio em decorrência direta do conflito no país.

A ONU atribuiu 82% das mortes aos insurgentes e 12% às forças do governo. "Mais civis morreram no mês de maio do que em qualquer outro mês desde 2007, quando a Unama começou a documentar as fatalidades de civis", disse a diretora de direitos humanos da organização, Georgette Gagnon.

"Estamos muito preocupados que a quantidade de civis sofrendo vai aumentar ainda mais no verão, que é quando historicamente se registra o maior número de fatalidades civis."

A Unama atribui 3% das mortes a ataques aéreos por forças ocidentais. O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, exige o fim de ataques aéreos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) aos insurgentes do Talibã, mas a Otan sustenta que esse tipo de ofensiva é importante para combater inimigos que estão escondidos.

Entre as mortes causadas pelo Talibã, a maior parte acontece por bombas improvisadas (IED, na sigla em inglês) colocadas em estradas. Em maio, 119 pessoas morreram com esta modalidade de explosivo e 274 ficaram feridas. "A grande maioria de IEDs no Afeganistão são mecanismos acionados por pressão, que são indiscriminatórios por natureza. O seu uso difundido por forças antigoverno é uma violação das leis humanitárias internacionais", afirma um relatório da ONU.

Neste sábado, uma explosão matou 16 pessoas da mesma família, incluindo oito crianças e quatro mulheres. Todos estavam em um ônibus, que explodiu ao passar por uma bomba em uma estrada na província de Kandahar, no Sul do país.

No Leste, na província de Khost, um homem-bomba matou dois policiais e um civil próximo a uma delegacia. Doze pessoas ficaram feridas.

O ano passado já havia sido o de maior número de mortes de civis desde 2001, quando o regime Talibã foi derrubado por forças ocidentais. Em 2010, morreram 2.777 civis, um aumento de 15% em relação ao ano anterior.

Atualmente, 130 mil soldados sob o comando dos Estados Unidos estão no Afeganistão. O governo americano quer reduzir esse número a um contingente mínimo até o final de 2014.

*Publicado originalmente na Agência Brasil.

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