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Olimpíadas de 2012

Londres e EUA entram em impasse sobre segurança

por Redação Carta Capital — publicado 15/11/2011 12h23, última modificação 15/11/2011 14h57
Segundo jornal britânico, os EUA não confiam no esquema montado para o evento em Londres; ministro britânico sugere mísseis
LONDRES 2012

Bandeiras e God Save the Queen. Já dizia o doutor Johnson: 'O patriotismo é o último refúgio do canalha' . Foto: Anthony Charlton / AFP

Faltando menos de um ano para as Olímpiadas de 2012 em Londres, os Estados Unidos mostram-se preocupados com a segurança montada pelo Reino Unido para o mega-evento. O país afirma que há pouca proteção antiterrorismo e deve mandar mil agentes. Desses,  500 são do FBI, com a função exclusiva de proteger autoridades e diplomatas americanos segundo reportagem publicada no jornal britânico The Guardian.

A interferência dos EUA na preparação para as Olímpiadas tem criado desconforto entre os agentes britânicos, diz a reportagem. Eles reclamam que o país aliado tenta imprimir sua marca aos jogos e faz muitas exigências. Oficias afirmam que os americanos querem comandar tudo e têm aversão a riscos de ataques.

O Cômite Olímpico, no entanto, já assumiu que subestimou o número de seguranças necessários para o evento. Os organizadores querem elevar de 10 mil para 21 mil guardas na proteção dos jogos. O Centro de Análise de Terrorismo do país-sede havia reduzido o nível de ameaça para “substancial”, o terceiro na escala. Mesmo assim, os EUA permanecem preocupados.

Para EUA, há consenso contra Assad

Na segunda-feira, o governo do país defendeu o esquema de segurança para o evento. Um porta-voz do ministério britânico do Interior afirmou que o Comitê Olímpico Internacional (COI) e Estados Unidos têm confiança no projeto britânico para garantir a proteção nos jogos.

O secretário britânico de Defesa Philip Hammond cogita a possibilidade de mísseis como garantia da segurança nos jogos. Representantes do governo britânico disseram "não reconhecer como verdadeiras" as afirmações de que oficiais dos Estados Unidos teriam expressado preocupações nesse sentido.

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