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Síria

Liga Árabe pressiona país e pede ajuda à ONU

por Redação Carta Capital — publicado 24/11/2011 18h21, última modificação 24/11/2011 18h42
Grupo, que pretende enviar observadores para monitorar repressão do governo, pediu pela primeira vez que Ban Ki-moon "tome as medidas necessárias" para eliminar a crise
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As forças sírias atiraram contra milhares de manifestantes para dispersar o grupo hostil ao regime nesta sexta-feira 18. Ao menos nove pessoas morreram. Foto: Louai Beshara

A Liga Árabe alertou que a Síria tem até sexta-feira 25 para assinar um acordo permitindo a entrada de 500 observadores internacionais no país ou deve enfrentar sanções econômicas do grupo, aponta a BBC News.

O grupo também recorreu, pela primeira vez, à ONU para ajudar a resolver a crise. Os ministros árabes de Relações Exteriores, no começo reticentes à internacionalização do problema, pediram ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que "tome as medidas necessárias".

"Se a Síria não assinar, o conselho econômico e social [dos ministros da Liga Árabe] se reunirá o no sábado 26 para discutir sanções econômicas”, disse Afifi Abdel Wahab, enviado do Egito ao grupo.

As sanções podem incluir a paralisação de voos comerciais à Síria, a interrupção do comércio com Damasco, com a exceção de bens de primeira necessidade à população,  e o congelamento de negociações com o Banco Central do país, já suspenso da Liga por não implementar um plano de paz exigido pelo grupo.

A economia síria já está afetada devido às medidas adotadas por União Europeia e os Estados Unidos. Por isso, a iniciativa árabe ameaça afogar o país, já que a metade de suas exportações e quase um quarto das importações são negociadas com os vizinhos. "Se isso realmente acontecer[ sanções da Liga Árabe], será uma desgraça. Causará danos severos à Síria, mas também a outros países árabes", disse o ministro sírio da Economia e Comércio, Mohamad Nedal Alshar, em entrevista à agência AFP.

O país resiste ao plano da Liga Árabe para monitorar a repressão aos manifestantes pró-democracia. O governo do presidente Bashar al-Assad, que culpa gangues armadas e militantes pela violência, queria reduzir o número de observadores para 40, mas o pedido foi rejeitado.

Por isso, segundo a agência de notícias Reuters, citando o ministro de Relações Exteriores do Iraque, Hoshiyar Zebari, o país aceitou o plano e deve assinar o protocolo a respeito. Contudo, ainda não há confirmação oficial do governo sírio.

Intervenção

Os 22 membros da liga decidiram no encontro que não deveria haver intervenção militar estrangeira ou guerra civil na Síria. Porém, a BBC informa a intenção da França em criar algumas áreas de “proteção humanitária” no país. Algo que poderia indicar um primeiro passo para a ação militar.

Segundo a Reuters, o ministro de Relações Exteriores francês, Alain Juppé, disse ser necessário garantir a proteção dos comboios humanitários internacionais, que deveriam entrar no país com ou sem a permissão de Assad.

A BBC News aponta ao menos 40 mortos no país nos últimos três dias, incluindo seis crianças. As Nações Unidas estimam que mais de 3,5 mil pessoas foram vitimadas desde o início dos protestos em março.

Com informações AFP.

Mais informações em AFP Movel.

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