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Lagarde no Fundo? Talvez. Mas…

por Gianni Carta publicado 01/06/2011 11h13, última modificação 25/10/2011 11h49
A ministra é candidata à substituição de DSK. No entanto, há pedras no caminho

No seu discurso no jantar de gala oferecido pela Câmara de Comércio do Brasil no restaurante do esfuziante George V, em Paris, a ministra francesa das Finanças, Christine Lagarde, não deixou de falar sobre sua ida relâmpago a Brasília, no dia anterior, segunda-feira 30. Motivo da visita: angariar apoio para a sua candidatura à direção do Fundo Monetário Internacional, em substituição de Dominique Strauss-Kahn. Lagarde, de 55 anos, falou das estreitas relações entre Brasil e França, e do seu encontro com Guido Mantega, o ministro da Fazenda. “Mas não recebi garantia alguma” (de que seria apoiada para dirigir o FMI), concluiu, sorriso nos lábios. A frase, diga-se, não foi proferida por uma mulher a reprovar a cautela de Mantega, mas o objetivo parecia ser o de uma ministra pronta a seduzir. Risos e aplausos comprovaram que sua meta foi atingida. 

Entre os 350 convidados figuravam a nata do mundo dos negócios e vários integrantes de ministérios. O objetivo da noitada era premiar duas “Personalidades do ano 2011”, o brasileiro Líbano Barroso, presidente da TAM, e Thierry Pilenko, presidente da Technip-. Ambos contribuíram “para estreitar as relações econômicas e comerciais entre o Brasil e a França”.

Lagarde, personagem de maior destaque, chegou ao George V quando já era servido o segundo prato. Mas em alta esteve também o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, princi-pal orador brasileiro da noite. Em viagem oficial à França, Cabral buscava aqui investimentos e intercâmbios para a Copa do Mundo e os Jogos Olímpi-cos. “Só no ano passado”, disse o governador, do pódio, “o volume de exportações do estado (do Rio) para a França somou 395 milhões de dólares.”Mais interessantes foram as declarações de Cabral para a imprensa sobre a candidatura de Lagarde. Para o governador, Lagarde “expressa respeito aos países emergentes”. E acrescentou: “Se eu fosse o governo brasileiro, a apoiaria explicitamente”. No dia anterior, em Brasília, Mantega havia sido mais contido. Anunciou que o Brasil apontaria seu candidato somente após ter um contato com todos eles. As candidaturas serão encerradas em 10 de junho. E no dia 30 o novo diretor será escolhido por 24 diretores-executivos, com mandato de cinco anos.

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