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Kirchner perde distritos-chave, mas obtém maioria

por Redação — publicado 28/10/2013 06h57, última modificação 28/10/2013 08h48
Nas eleições legislativas argentinas, partido da presidente registra pior resultado do kirchnerismo e um dos mais fracos de uma legenda no governo
Juan Mabromata / AFP
Argentina

Nas eleições legislativas argentinas, partido da presidente registra pior resultado do kirchnerismo e um dos mais fracos de uma legenda no governo

Os primeiros resultados das eleições legislativas argentinas, realizadas no domingo 27, mostram que o partido da presidente Cristina Kirchner perdeu espaço nos distritos mais importantes do país, entre eles a província de Buenos Aires. No cenário nacional, no entanto, o governista Frente para la Victoria obteve 32% dos votos na apuração parcial. A disputa renova metade da Câmara e um terço do Senado argentino.

O nível de votos do partido está acima dos 26% obtidos nas primárias de agosto passado e garante a manutenção da maioria parlamentar para Cristina Kirchner. O resultado, contudo, é um dos piores do kirchnerismo desde a eleição de Néstor Kirchner como presidente em 2003. O resultado do governo também é um dos mais fracos alcançados por um partido no governo desde a redemocratização da Argentina.

Na província de Buenos Aires, os resultados iniciais dão ampla vitória à Frente Renovadora (uma dissidência do partido governista). O distrito é o maior dos 24 do país, com quase 40% dos 30,6 milhões de eleitores. Alí, o candidato a deputado federal Sergio Massa, que foi chefe de gabinete de Cristina Kirchner antes de passar para a oposição, obteve 42,38% dos votos. Martin Insaurralde, candidato da Frente para a Vitória (do governo), ficou em segundo lugar, com 29,23% dos votos.

A província de Buenos Aires não está entre os oito distritos eleitorais que renovam suas bancadas no Senado. Com essa vitória, Massa consolida a posição como candidato oposicionista às eleições presidenciais de 2015. Apesar de Insaurralde não estar entre os presidenciáveis, ele é o candidato do governador de Buenos Aires, Daniel Scioli, que já anunciou a intenção de disputar a sucessão da presidente Cristina Kirchner.

Na capital, Buenos Aires, o grande vitorioso foi o PRO - partido do empresário e chefe de governo da cidade, Mauricio Macri, que também é considerado presidenciável. Os candidatos dele ao Senado, Gabriela Michetti, e à Câmara dos Deputados, Sergio Bergman, obtiveram, respectivamente, 38,35% e 34,15% dos votos. Os militantes do partido vestiam uma camiseta amarela com a frase: Macri 2015.

Em relação às eleições presidenciais de 2011, quando Cristina Kirchner foi reeleita com 54% dos votos, o governo sofreu grandes perdas - mas ainda assim continua sendo a primeira minoria no Congresso. O que está em jogo agora é definir as alianças políticas que serão formadas para disputar as eleições presidenciais de 2015. Pela Constituição, Cristina Kirchner não tem direito a um terceiro mandato.

*Com informações Agência Brasil.

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