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Kiev admite perda de controle sobre Ucrânia Oriental

por Deutsche Welle publicado 01/05/2014 14h53
Com um total de 12 cidades tomadas pelos separatistas, "operação antiterror" de Kiev parece ter fracassado. Em Slaviansk, militantes cedem nas exigências para a libertação dos funcionários da OSCE
Alexander Khudoteply / AFP

Apesar da "operação antiterrorismo" do governo ucraniano no leste e sudeste do país, os separatistas pró-russos seguem ampliando seu domínio na região. Com a tomada da cidade de 300 mil habitantes Horlivka, no sudeste, nesta quarta-feira (30/04), sobe para 12 o total de localidades já ocupadas pelos ativistas nas últimas semanas.

"Hoje, o governo não controla mais a situação em partes da província de Donetsk", admitiu o presidente interino Olexander Turtchinov. Na véspera, após a ocupação de Lugansk, ele repreendera a polícia e serviço secreto locais por não cumprirem sua função, chegando a falar em "traidores". Por outro lado, porém, afirmou que as Forças Armadas da Ucrânia estão "em plena prontidão para o combate".

Na prática, acumulam-se as notícias de deserções de agentes do governo para o lado dos separatistas. Além disso, a Rússia ameaça com uma intervenção militar, caso a Ucrânia volte a empregar tanques e artilharia contra os insurgentes.

Na capital regional Slaviansk, desponta esperança para os inspetores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), em poder dos separatistas desde a última sexta-feira: ao que tudo indica, eles não mais insistem na troca dos reféns por companheiros seus, presos por Kiev.

"Nós estamos em bom diálogo, mas não acho que uma libertação já possa ocorrer hoje ou amanhã", declarou Vyacheslav Ponomaryov, autoproclamado "prefeito do povo" de Slaviansk, segundo o jornal alemão Bild.

O presidente russo, Vladimir Putin, também afirmou que se empenharia para que os inspetores possam deixar a região ilesos. No entanto, Ponomaryov nega qualquer influência do chefe de Estado ou mesmo contato com o Kremlin. Entre os funcionários da OSCE sequestrados, quatro são alemães: um é tradutor-intérprete, outros três trabalham para as Forças Armadas nacionais.

  • Edição Rafael Plaisant

AV/dpa/rtr/afp

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