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Khamenei elogia discurso antibélico de Obama

por AFP — publicado 08/03/2012 10h37, última modificação 06/06/2015 18h22
Líder supremo iraniano elogia discurso de Obama de evitar opção militar e as grandes potências do G5+1 exigem um diálogo sério com o Irã sobre seu programa nuclear
Khamenei

O guia supremo iraniano, no entanto, relativizou a pouco comum apreciação positiva do presidente americano. Foto: @AFP

TEERÃ (AFP) - O guia supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, saudou nesta quinta-feira 8 o pedido do presidente americano Barack Obama de evitar a opção militar contra o polêmico programa nuclear iraniano, segundo sua página oficial na internet.

No discurso desta terça-feira 6, Obama pediu para evitar qualquer ataque militar contra o Irã. "É um bom discurso que mostra que os americanos saem de uma ilusão", afirmou Khamenei a diversas autoridades religiosas iranianas.

O guia supremo iraniano, no entanto, relativizou a pouco comum apreciação positiva do presidente americano, ao lamentar que Obama tenha reafirmado a vontade de reforçar a política do país de sanções contra o programa nuclear iraniano.

"Esta parte de suas declarações mostra que ainda mantém ilusões a respeito", declarou o aiatolá Khamenei na assembleia de especialistas responsáveis por designar o guia da República Islâmica e de controlar sua atividade.

Na terça-feira 6, o presidente americano advertiu contra ataques militares ao Irã ou Síria, acusando os adversários republicanos de leviandade quando exigem intervenções contra estes dois países.

Obama afirmou que uma solução pacífica era algo que interessava a todos, incluindo Israel, que cogita uma intervenção militar contra as instalações nucleares iranianas.

As declarações de Obama, no entanto, não evitaram que as grandes potências pedissem ao Irã o início de um diálogo sério e sem condições prévias sobre seu controverso programa nuclear, nesta quinta-feira 8. "Pedimos ao Irã que se comprometa, sem condições prévias, com um processo de diálogo sério para dissipar as dúvidas sobre a natureza de seu programa nuclear", afirma a nota dos países do grupo del 5+1 (Estados Unidos, China, Rússia, Grã-Bretanha, França e Alemanha) em uma declaração apresentada à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

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