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Internacional

Conflito

Kaddafi ataca refinaria em Ras Lanuf e rebeldes resistem

por Redação Carta Capital — publicado 09/03/2011 16h23, última modificação 10/03/2011 15h53
A Força Aérea da Líbia bombardeou uma das principais cidades para a produção de petróleo do país, mas não conseguiu retomar o controle sobre o território
Kaddafi ataca refinaria e rebeldes resistem

Bombardeio das forças leais ao ditador da Líbia concentrou-se na cidade de Ras Lanuf, que sedia uma das maiores empresas de petróleo do país. Foto: Reprodução/Al Jazeera

A disputa entre as forças leais ao ditador Muammar Kaddafi e os rebeldes na Líbia concentrou-se nesta quarta-feira 9 na cidade de Ras Lanuf, no noroeste do país. A localidade é importante por sediar uma das maiores refinarias de petróleo líbias, a Ras Lanuf Oil & Gas Company.

Ras Lanuf está sob controle das forças rebeldes que combatem o regime de Kaddafi desde o dia 4 de março. A revolta contra o regime de Kaddafi começou no dia 17 de fevereiro e rapidamente se espalhou pela Líbia, confirmando os temores de uma guerra civil.  Apesar dos ataques de hoje, os rebeldes resistem e ainda controlam a cidade.

Kaddafi voltou a ocupar a TV estatal líbia para defender sua permanência no poder. Ele acusou os líderes dos países ocidentais, liderados pela França, de  "conspiração colonialista" contra a Líbia.

Ao criticar os ocidentais, Khadafi se referiu à proposta discutida ontem no Conselho de Segurança das Nações Unidas para adotar uma zona de exclusão aérea na Líbia. Com isso, o espaço aéreo líbio passa a ser controlado por forças estrangeiras, impedindo a livre ação do governo líbio.

"Eles [os países ocidentais] querem colonizar de novo a Líbia. É uma conspiração colonialista", disse Khadafi. Ao ser perguntado sobre uma eventual reação a medidas de represália, o líbio afirmou apenas “veremos” e disse ainda que visitará a Europa quando "tudo estiver terminado".

Enviados diplomáticos
No fim da manhã de hoje, a informação de que aviões líbios foram reconhecidos por radares do espaço aéreo da Grécia levantou boatos sobre uma fuga do ditador. Em pouco tempo, a informação foi descartada e as agências de notícias foram informadas de que, na verdade, os jatos levavam representantes diplomáticos líbios para conversas no Egito.

Com informações da Agência Brasil

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