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Líbia

Kadafi teria enviado carta a Obama pedindo o fim das operações da OTAN

por Opera Mundi — publicado 07/04/2011 09h45, última modificação 07/04/2011 09h45
No documento, que chegou aos EUA nesta quarta-feira, Kadafi teria dito que os organismos internacionais instauraram "uma guerra injusta contra o pequeno povo de um país em desenvolvimento". Por Thaís Romanelli

Por Thaís Romanelli*

O líder líbio, Muamar Kadafi, teria enviado uma carta pedindo ao presidente norte-americano, Barack Obama, para encerrar a operação da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) que protege os opositores da Líbia, segundo informações da agência Associated Press.

No documento, que chegou aos EUA nesta quarta-feira 6, Kadafi teria dito que os organismos internacionais instauraram "uma guerra injusta contra o pequeno povo de um país em desenvolvimento".

Para ele, seu país tem sido atingido mais moralmente do que fisicamente. "Uma sociedade democrática não deveria ser construída por meio de mísseis e aeronaves", disse.

Um oficial norte-americano, citado pela Associated Press, confirmou que os EUA acreditam que a carta de três páginas é autêntica.

Na carta, o líder líbio teria ainda chamado Obama de "nosso filho" e dito que espera que ele seja reeleito em 2012.

Combates

Nesta tarde, o contra-almirante Russ Harding, vice-comandante das operações da OTAN, afirmou que a coalizão militar está fazendo ataques "cirúrgicos" para "evitar antigir os civis usados como escudos humanos".

"É difícil operar os aviões porque da altura em que eles estão a visibilidade não é boa. Neste caso é preferível evitar lançar bombas", disse em entrevista coletiva, de acordo com a agência ANSA.

Na última quinta-feira, a OTAN assumiu o controle de todas as operações na Líbia, comandadas pelos Estados Unidos, França e Reino Unido desde o dia 19 de março. O objetivo é destruir as armas das forças leais ao coronel Muamar Kadafi sob o pretexto de proteger os civis. No sábado, porém, um ataque aéreo das forças da coalizão atingiu um grupo de rebeldes e alguns civis, matando pelo menos 30 pessoas.

*Publicado originalmente no Opera Mundi

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