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Punição

Justiça argentina condena militares por crimes na ditadura

por Redação Carta Capital — publicado 16/07/2011 19h59, última modificação 16/07/2011 20h08
Tribunal de Buenos Aires decreta prisão perpétua de dois ex-militares e distribui penas de até 22 anos para cinco ex-carcereiros de um complexo de detenção ilegal

Um tribunal federal de Buenos Aires condenou, na quinta-feira 14, sete responsáveis do centro de detenção clandestino El Vesubio, que funcionou durante a última ditadura do país entre 1976 e 1983. Os juízes decretaram a prisão perpétua para dois ex-militares e estipularam penas que variam de 18 a 22 anos para cinco ex-carcereiros. Ao todo, os condenados cometeram  175 crimes contra a humanidade, incluindo sequestros, torturas e assassinatos.

Entre as vítimas do processo estava uma socióloga alemã, de 30 anos, envolvida com causas sociais e integrante de um grupo trotskista armado, que foi executada com dois tiros de curta distância nas costas.  A Alemanha se colocou como parte queixosa no processo, sendo o primeiro país europeu a se posicionar desta forma em processos contra a ditadura argentina.

El Vesubio era um complexo recreativo do Serviço Penitenciário Federal, que começou a ser usado como centro ilegal de detenção no final do governo de Isabel Perón. O local, que fica no município de La Matanza, próximo a uma rodovia que liga Buenos Aires ao aeroporto internacional de Ezeiza, foi desativado em 1978, antes da primeira missão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos para averiguar denúncias contra o regime.

Cerca de 200 responsáveis por terrorismo de Estado foram condenados na Argentina desde o reinício dos julgamentos em 2006, depois das anistias de 1986, 1987 e 1990.

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