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Vigia é acusado por morte de jovem negro desarmado

por Redação Carta Capital — publicado 11/04/2012 20h39, última modificação 11/04/2012 20h48
Após protestos por investigação do caso de Trayvon Martin em todo o país, George Zimmerman responderá por homicídio em segundo grau
trayton

Foto: Werthmedia/Flickr

O vigilante voluntário George Zimmerman, de 28 anos, se tornou réu nesta quarta-feira 11 pelo assassinato do adolescente negro Trayvon Martin.

O caso despertou a ira da população negra da Flórida e gerou protestos em todo o país contra uma suposta abordagem racista do vigia. O jovem voltava para casa em Sanford vestindo um casaco com capuz quando foi considerado suspeito e alvejado.

As leis da Flórida garantem tolerância ao uso de "força mortal" caso o indivíduo considere estar em grave ameaça. Zimmerman não foi detido pelas autoridades após alegar legítima defesa.

A decisão da procuradora especial Angela Corey em aceitar a acusação ocorreu depois de a Justiça não buscar uma revisão do caso em júri.

O caso levou a diversas manifestações nos EUA para precionar por uma investigação. Uma delas, em Sanford, reuniu cerca de 20 mil pessoas.

A maioria da população negra da cidade disse estar convencida de que o fator racial foi determinante para a morte a tiros de um jovem desarmado, além do fato de que ele caminhava encapuzado na chuva.

Os apoiadores de Zimmerman dizem, no entanto, que ele só abriu fogo depois de ser atacado pelo jovem e ter seu nariz quebrado e sua cabeça batida contra o chão.

Até mesmo o presidente Barack Obama expressou sua consternação com o caso. Emocionado, disse: “Se eu tivesse um filho, ele se pareceria com Trayvon.”

“Temos que fazer um exame de consciência para compreender como pode acontecer uma coisa dessas, e isso significa examinar a legislação e o contexto em que isso aconteceu.”

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