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Internacional

Guerra da Bósnia

Julgamento de ex-general sérvio começa nesta sexta-feira em Haia

por Sul 21 — publicado 02/06/2011 15h38, última modificação 02/06/2011 15h38
Ratko Mladic enfrenta acusações de crimes de guerra e contra a humanidade no Tribunal Penal Internacional para a ex-Iuguslávia, na Holanda

Por Jorge Seadi*

O ex-comandante sérvio bósnio Ratko Mladic, acusado de genocidio, vai enfrentar o Tribunal Penal Internacional para a ex-Iuguslávia a partir desta sexta-feira 3 em Haia, Holanda. O promotor-chefe Serge Brammertz disse que Mladic, preso na Sérvia na última quinta-feira e extraditado depois de 16 anos foragido, vai  enfrentar acusações de que usou o poder para cometer atrocidades “que partiram uma nação ao meio e destruíram comunidades”.

O militar de carreira de 69 anos foi classificado como o “carniceiro dos Bálcãs” pela sua campanha para conquistar mais territórios para os sérvios depois que a Bósnia, seguindo a Croácia, se separou da federação de seis repúblicas da Iugoslávia, que era controlada pelos sérvios, no começo dos anos 90. Pelo menos 130 mil pessoas foram mortas em cinco anos de guerra. Nacionalistas sérvios dizem que o ex-comandante Ratko Mladic estava defendendo a nação e não fez nada pior do que fizeram croatas ou mulçumanos bósnios.

John Hocking, escrivão do tribunal de Haia, rebateu as declarações do advogado de Mladic e do filho do ex-comandante que afirmaram que ele estava desorientado e mentalmente incapaz de enfrentar a extradição. O escrivão disse ainda que a transferência do militar sérvio foi “um processo muito simples, com bastante cooperação”. John revelou que Ratko perguntou muito sobre os procedimentos.

Ratko Mladic foi indiciado 16 anos atrás pelo cerco de 43 meses à capital bósnia de Saravejo e pelo massacre de 8 mil homens e meninos mulçumanos em Srebrenica  durante a guerra da Bósnia de 1995, o pior massacre na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Com informações da Reuters

*Publicado originalmente em Sul 21.

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