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Japão investiga elevados níveis de radiação em escolas

por Agência Brasil publicado 07/05/2012 13h11, última modificação 06/06/2015 18h59
Cerca de 20 escolas da região de Fukushima já constataram níveis de radiação maiores que o permitido
Funcionários da Tokyo Electric Power Co (TEPCO) trabalham na central de Fukushima. Foto: Yoshikazu Tsuno/AFP

Funcionários da Tokyo Electric Power Co (TEPCO) trabalham na central de Fukushima. Foto: Yoshikazu Tsuno/AFP

Por Renata Giraldi*

O Conselho de Educação do Japão instruiu todas as escolas primárias e secundárias para verificar os níveis de radiação em suas instalações. A orientação foi transmitida depois que mais de 20 escolas da cidade de Koriyama, na região da Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, constataram níveis de radiação maiores que o permitido.

Há cerca de 14 meses, explosões e vazamentos radioativos na usina provocaram acidentes nucleares e o esvaziamento de cidades inteiras. No mês passado, foram apresentados relatórios por cada escola da região de Fukushima.

Nos documentos apresentados por 14 escolas, houve problemas em sete, pois nos jardins havia elevados níveis de radiação acumulada. O diretor da área de Direitos Civis do Conselho de Educação do Japão, Tokiko Noguchi, disse que estava preocupado.

“Há muitos lugares nas escolas onde os níveis de radiação são ainda muito elevados'', disse.

Em 11 de março de 2011, um terremoto seguido por tsunami atingiu o Japão. A região mais afetada foi a Nordeste, na qual está a Usina Nuclear de Fukushima Daiichi.

Em decorrência dos tremores de terra e do tsunami, houve vazamentos e explosões radioativas. Alimentos produzidos na área foram proibidos de ser comercializados e consumidos.

*Matéria publicada originalmente na Agência Brasil

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