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Internacional

Conflito nuclear

Japão ameaça destruir foguete norte-coreano

por AFP — publicado 30/03/2012 07h44, última modificação 06/06/2015 18h58
Lançamento ocorreria entre 12 e 16 de abril, mas para EUA e aliados trata-se de teste de míssil balístico de longo alcance
Coreia do norte_misseis

Uma bandeira norte-coreana é hasteada em frente à zona desmilitarizada que divide as duas Coreieas ©AFP / Saul Loeb

TÓQUIO, Japão (AFP) - O ministro japonês da Defesa ordenou nesta sexta-feira que as tropas do país estejam prontas para destruir o foguete que a Coreia do Norte pretende lançar, em caso de ameaça ao território do Japão, revela a imprensa local.

A ordem partiu diretamente do primeiro-ministro japonês, Yoshihiko Noda, destacam os jornais.

O Japão tem dois tipos de sistemas capazes de derrubar o foguete norte-coreano: mísseis terra-ar Patriot Advanced Capability-3 (PAC-3) e navios armados com o Aegis, que dispara Standard Missile-3 (SM-3).

A Coreia do Norte anunciou em meados de março o lançamento de um foguete, entre 12 e 16 de abril, para colocar em órbita um satélite de observação de uso civil, mas Estados Unidos e seus aliados estimam que trata-se de um teste de míssil balístico de longo alcance.

Diante dos pedidos internacionais para suspender o lançamento, Pyongyang respondeu na terça-feira que "jamais" abandonará seu direito de lançar "um satélite pacífico".

O lançamento está previsto para a base de Tongchang-ri, no extremo noroeste da Coreia do Norte, e o primeiro estágio do foguete deve cair no Mar Amarelo, a oeste da península coreana. O segundo estágio pode cair a leste das Filipinas, após sobrevoar parcialmente as ilhas de Okinawa, no sul do Japão.

A Coreia do Sul também advertiu que poderá destruir o foguete caso ameace seu território.

Segundo o jornal japonês Tokyo Shimbun, a Coreia do Norte já começou a injetar combustível nos tanques do foguete.

A decisão norte-coreana ocorre poucos dias após Pyongyang ter se comprometido com Washington a cumprir uma moratória sobre os lançamentos de mísseis, testes nucleares e atividades de enriquecimento de urânio em troca de uma ajuda alimentar.

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Na quarta-feira, os Estados Unidos suspenderam a ajuda humanitária à Coreia do Norte, por considerar que o lançamento viola o acordo acertado entre os dois países em fevereiro passado.

A Coreia do Norte sofre uma penúria alimentar crônica. Na segunda metade dos anos 90, centenas de milhares de pessoas morreram de fome no país, segundo várias ONGs.

A agência oficial norte-coreana KCNA anunciou que o satélite que será lançado permitirá ao país uma avaliação melhor das plantações e compilar dados meteorológicos.

Pyongyang convidou cientistas estrangeiros, incluindo da Nasa, e jornalistas para acompanhar o lançamento, e destacou o "caráter pacífico do satélite científico".

 

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