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Italiano é favorito a papa nas casas de aposta, Scherer é 3º

por Deutsche Welle publicado 12/03/2013 08h45, última modificação 06/06/2015 18h24
Incerteza sobre conclave mobiliza apostadores pelo mundo, que concentram palpites no cardeal Angelo Scola. Ganense Peter Turkson, que poderia ser o primeiro Pontífice negro da história, também está bem cotado

Deus já escolheu o novo papa, como disse o cardeal nigeriano John Olorunfemi Onaiyekan. E, a seus colegas do conclave, só resta descobrir quem ele é. Teoricamente, isso pode demorar poucas horas ou a eternidade, mas não deve passar do fim de semana – os religiosos, todos idosos, não escondem os sinais de cansaço. Até que se chegue a uma decisão, uns rezam, alguns investigam, muitos especulam e outros apostam.

A eleição mais imprevisível do mundo começa nesta terça-feira 12 e mobiliza apostadores. E, de acordo com eles, o favorito é Angelo Scola. No site Oddschecker, que faz uma média entre as principais casas de aposta do mundo, o cardeal italiano, de 71 anos, aparece em primeiro lugar, seguido pelo ganense Peter Turkson e pelo gaúcho Odilo Scherer.
Cardeal italiano Angelo Scola, favorito segundo palpites de apostadores
A casa irlandesa Paddy Power, por exemplo, paga 2 euros para cada euro apostado em Scola. Apostas em Turkson, que seria o primeiro papa negro da história, pagam quatro para um, e em Scherer, cinco para um. Eles são seguidos na lista pelo italiano Tarcisio Bertone (também cinco para um) e pelo canadense Marc Ouellet (12 para um).

Já a londrina William Hill, uma das casas mais prestigiadas do mundo, também coloca Scola (nove para quatro) como favorito, seguido de Turkson (sete para dois). Mas, em terceiro lugar, põe Bertone (quatro para um) e, em quarto, Scherer (cinco para um).

É possível apostar também na nacionalidade, na idade e até no nome que o próximo papa usará. E, levando em conta as apostas na Paddy Power, o novo pontífice sairá da Itália, terá menos de 65 anos e vai se chamar provavelmente Leão 14.

Vaticanistas veem norte-americano à frente

Prova da imprevisibilidade do conclave é que os números diferem do que pensam, por exemplo, os especialistas. Uma sondagem feita no fim de semana pelo jornal italiano Corriere della Sera entre vaticanistas apontou como favorito o americano Sean O'Malley, arcebispo de Boston. O cardeal de 68 anos é apenas 11º na média das apostas.

Para ser eleito papa, um cardeal precisa ter o voto de uma maioria de dois terços dos 115 participantes do conclave. Nesta terça-feira, é esperada uma votação. Se não houver consenso, a partir de quarta-feira poderão ser realizadas até quatro rodadas de votações.

No fim de semana, Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, sugeriu que o conclave não deve ser longo e que a disputa está, de fato, entre poucos cardeais. "Eu posso garantir que, entre os 115 votantes, não há muitos que têm de se preocupar com que nome escolherão", afirmou.

Em 2005 os cardeais precisaram de menos de 24 horas para definir o alemão Joseph Ratzinger como novo papa. A eleição de seu antecessor, no entanto, foi mais longa. Em 1978, João Paulo 2º só foi escolhido pontífice após três dias e mais de oito rodadas de votação.

O Vaticano sugeriu que espera que o nome do novo Papa seja definido até a Páscoa, 31 de março, e muitos cardeais já manifestaram a vontade de estar em seus países para o Domingo de Ramos, 24 de março.

Autor: Rafael Plaisant Roldão
Revisão: Augusto Valente
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