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Italianas respondem a Berlusconi: “Agora queremos chegar ao Governo”

por Viomundo — publicado 17/02/2011 16h53, última modificação 21/02/2011 12h17
O objetivo é ambicioso: para atingi-lo, o Comitê do Movimento “Se agora não, quando” desde ontem se tornou permanente e se dedica a estudar novas iniciativas. Por Flavia Amabile
Italianas à Berlusconi: “Agora queremos chegar ao Governo”

O objetivo é ambicioso: para atingi-lo, o Comitê do Movimento “Se agora não, quando” desde ontem se tornou permanente e se dedica a estudar novas iniciativas. Por Flavia Amabile. Foto: Vicenzo Pinto/ AFP

Por Flavia Amabile, do La Stampa*

A quem lhes classifica como um fenômeno folclórico ou um carnaval de domingo destinado a extinguir-se segunda de manhã, a Silvio Berlusconi, que lhes definiu como “facciosas”, as mulheres que levaram às ruas um milhão de pessoas respondem com os primeiros passos concretos. A atriz Angela Finochiaro havia dito ao fim da manifestação de domingo: “Agora queremos chegar ao Governo”. E uma outra atriz, Valeria Solarino,  admite que a única estrada é aquela de “entrar nos partidos políticos, nos sindicatos. Precisamos fazer-nos valer mais”.

O objetivo é ambicioso: para atingi-lo, o Comitê do Movimento “Se agora não, quando” desde ontem se tornou permanente e se dedica a estudar novas iniciativas. A próxima manifestação será daqui a menos de um mês, em 8 de março, que é o Dia Internacional da Mulher. “Queremos fazer dessa data um grande encontro”, explica Francesca Izzo, docente universitária na Universidade Oriental de Napoli e estrategista da praça de domingo. “Pensamos que as mulheres e não só por elas, chegaram à conclusão de que é preciso mudar essa sociedade que não mudou nada nos últimos vinte anos, para responder à maior revolução dos nossos tempos que é a revolução feminina. A Itália não está adequada, é preciso que mude. Nós esse ponto não negociaremos.”

Tudo bem.Mas nós já ouvimos essas coisas antes. Mas como fazer para chegar dessas palavras ao governo?

“Devemos atacar o poder em todos os âmbitos, do âmbito político ao econômico, social, midiático”, afirma Francesca Izzo. “Queremos constituir os ‘Estados Gerais das Mulheres’ uma força coletiva capaz de intervir e ser protagonista e interlocutora da cena pública.”

Isso é um lobby feminino?

“Muito mais que um lobby”, responde Francesca Izzo, “é um processo que se abre e se deve desenvolver. Nós lançamos as propostas, depois resta a esse grande movimento que se produziu a tarefa de encontrar as formas mais adequadas. Continuaremos a trabalhar, juntas a tantas outras realidades. Todas juntas. Esse é também um modo diferente de enfrentar os problemas da sociedade a respeito da imagem que passa o primeiro ministro, não dividir-nos mas criarmos uma ligação entre diversas experiências para ajudar mais ao País”.

*Publicada originalmente no Viomundo

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