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Itália não é a Grécia na turbulência europeia, diz economista

por Brasil Econômico — publicado 19/07/2011 09h19, última modificação 19/07/2011 09h19
A Itália não tem sido vítima de uma crise fiscal, causada por gastos irresponsáveis. Com isso, o destino dos dois países não deve ser o mesmo, sinaliza relatório do banco suíço

Para o economista Larry Hatheway, do UBS, o mercado tem feito uma série de análises equivocadas no que tange aos problemas da Zona do Euro, em especial quando igualam as crises grega e italiana.

Ao contrário da Grécia, a Itália não tem sido vítima de uma crise fiscal, causada por gastos irresponsáveis. Com isso, o destino dos dois países não deve ser o mesmo, sinaliza relatório do banco suíço.

Grécia, Portugal e Irlanda, por razões diferentes, foram conduzidas à total insolvência com o agravamento de sua situação fiscal por conta da recessão. A Espanha, embora virtuosa no âmbito fiscal, perdeu muitos bancos e investidores na última década.

A Itália não se encaixa em nenhum dos dois modelos. Mesmo com o conservadorismo fiscal e financeiro, o país teria sido incapaz de acumular crescimento no longo prazo.

A falta de recursos e a pouca pujança econômica têm mantido o país fora dos centros de decisão da Europa. No entanto, as multinacionais do país geram a possibilidade de contágio em boa parte do mundo, na análise do professor do Ibmec, José Luiz Niemeyer.

"Empresas como a Fiat, por exemplo, têm negócio no mundo todo", explica. "Essa interdependência com o sistema financeiro internacional acaba tornando a Itália um perigo, ainda que ela esteja fora dos centros de decisão."

Mais do que isso, Niemeyer defende que a crise da dívida interna nos Estados Unidos tende a enturvecer ainda mais o cenário europeu.

"Há uma relação de dependência fundamental entre os americanos e a Europa."

* Matéria publicada originalmente no Brasil Econômico

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