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Segredo oficial

Itália fecha investigação sobre desaparecimento de armas

por Redação Carta Capital — publicado 19/07/2011 18h27, última modificação 20/07/2011 21h06
Lote, que tinha 30 mil rifles AK-47 e 32 milhões de balas de munição cinco mil mísseis Katyusha e outras 11 mil armas antitanque, poderia ter como destino a Líbia

O governo italiano bloqueou uma investigação para localizar um grande carregamento de armas retirado de um depósito militar na ilha de Santo Stefano, ao norte da costa da Sardenha, no Mediterrâneo. Há suspeitas de que o lote, no qual estavam 30 mil rifles automáticos AK-47, 32 milhões de balas de munição, cinco mil mísseis Katyusha e outras 11 mil armas antitanque, seria enviado secretamente para a Líbia.

A averiguação de um promotor da cidade de Tempio Pausania foi interrompida sob as ordens do gabinete do primeiro-ministro, Silvio Berlusconi. Segundo jornais italianos, houve um alerta de que o assunto estava protegido por segredo oficial, porém o gabinete ainda não se pronunciou.

O carregamento foi movido de Santo Stefano e transportado para a ilha principal, de onde não houve mais registro de sua localização. Supostamente, a movimentação ocorreu cerca de um mês após o premiê mudar drasticamente sua posição sobre o ditador líbio Muamar Kadafi e resolver apoiar a ação de França e Reino Unido na Líbia na guerra ao país por meio de operações aéreas.

De acordo com o jornal britânico The Guardian, as armas estavam sob poder do exército italiano desde que foram apreendidas por navios italianos e britânicos no mar Adriático durante a Guerra dos Bálcãs nos anos 90.

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