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Relação tensa

Israel admite ter assassinado vice de Yasser Arafat em 1988

por Redação Carta Capital — publicado 01/11/2012 16h42, última modificação 06/06/2015 19h23
Khalil al-Wazir, um dos fundadores da Organização para a Libertação da Palestina, foi morto em uma operação na capital da Tunísia

Israel admitiu pela primeira vez nesta quinta-feira 1 ter assassinado o vice do líder palestino de Yasser Arafat em 1988. A morte de Khalil al-Wazir, mais conhecido por Abu Jihad, ocorreu em uma operação em Túnis, capital da Tunísia. O país raramente assume a reponsabilidade por ações realizadas em missões secretas.

Apesar das suspeitas, apenas hoje o censor militar do país permitiu que o jornal Yediot Ahronot publicasse a informação. O veículo entrevistou, inclusive, o soldado que matou a autoridade palestina.

Jihad e Arafat foram os fundadores da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), que atua pela criação de um Estado palestino reconhecido no Oriente Médio.

Este não é o primeiro caso em que Israel é apontado como responsável pela morte de figuras importantes na região. Entre os episódios mais recentes, aparece a acusação do Irã de que o país teria assassinado alguns de seus mais importantes cientistas para evitar que Teerã tenha avanços em seu programa nuclear.

 

Há pouco meses, também ressurgiu outra polêmica. A rede de televisão Al-Jazeera mandou examinar em um laboratório na Suíça pertences de Arafat para um documentário. Segundo o programa, o responsável pela análise de amostras biológicas extraídas dos objetos pessoais do líder palestino encontrou “uma quantidade anormal de polônio”, substância radioativa extremamente tóxica. Arafat morreu no dia 11 de novembro de 2004 em um hospital militar francês perto de Paris.

O sobrinho de Arafat, Nasser al-Qidwa, acusou Israel de ser o responsável pelo suposto envenenamento e exigiu que “os responsáveis” sejam julgados. A viúva da autoridade chegou a manifestar intenção de apresentar à Justiça francesa uma denúncia para investigação do caso.

Com informações AFP.

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