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Eleições no Egito

Islâmicos conseguem vantagem parcial

por AFP — publicado 03/12/2011 14h05, última modificação 03/12/2011 20h04
Imprensa local indica que apuração em algumas zonas eleitorais do país traz coalizão encabeçada pela Irmandade Muçulmana na liderança, mas sem resultados no Cairo ou Alexandria
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Após levante, futuro político no Egito ainda é incerto. Foto: Odd Andersen/AFP

CAIRO, Egito (AFP) - Os resultados de uma parte das zonas eleitorais egípcias, convocadas às urnas na segunda e terça-feira passadas, confirmam as estimativas que dão os  islâmicos como vencedores, informa a imprensa egípcia neste sábado 3.

Na cidade de Port Said, no Canal de Suez, a lista da coalizão encabeçada pela Irmandade Muçulmana obteve 32,5% dos votos, a dos salafistas de Al Nour 20,7% e a Wasat, uma terceira formação islamita, 12,9%.

O Wafd (liberal) obteve apenas 14% dos votos, enquanto que Georges Ishaq, fundador do movimiento Kefaya (Basta!) e figura histórica da oposição ao regime de Hosni Mubarak, não conseguiu passar para o segundo turno.

No Mar Vermelho, localidade turística, a Irmandade Muçulmana obtém 30% dos votos, duas vezes mais que o Bloque Egípcio, uma aliança de partidos liberais, segundo o jornal governamental Al Ahram.

A comissão eleitoral indicou que não está em condições de publicar os resultados completos do primeiro turno destas maratônicas eleições legislativas, que dizem respeito a um terço dos governos administrativos do Egito, entre eles Cairo e Alexandria. Os outros devem votar nas próximas semanas.

Na Praça Tahrir, epicentro dos protestos populares e localizado diante da sede do govern, apenas algumas dezenas de manifestantes continuam acampados.

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