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Internacional

Escândalo no FMI

Strauss-Kahn é solto sob liberdade provisória

por Redação Carta Capital — publicado 01/07/2011 10h44, última modificação 06/06/2015 18h16
Depois de escândalo que minou sua trajetória política, o ex-dirigente foi libertado. Investigadores afirmam que camareira mentiu diversas vezes no processo
Strauss-Kahn é solto sob liberdade provisória

Depois de escândalo que minou sua trajetória política, o ex-dirigente foi libertado. Investigadores afirmam que camareira mentiu diversas vezes no processo. Foto: Andrew Gombert/AFP

O ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn foi solto sob liberdade provisória nesta sexta-feira, 1º de julho. A Justiça não devolveu o passaporte do francês e ele terá retornar a corte para responder a um processo criminal.

Strauss-Kahn havia sido acusado de abusar sexualmente de uma camareira em sua suíte no hotel Sofitel em Nova York. O escândalo provocou sua saída do cargo máximo no FMI e ruína de sua trajetória política. Desde maio, ele se encontrava sob prisão domiciliar.

Mas, segundo informações divulgadas ontem pelo The New York Times, investigadores questionavam a credibilidade da camareira que se diz vítima de Kahn.

Exames forenses indicaram evidência de relações sexuais entre o político francês e a camareira de 33 anos. Mesmo assim, os promotores do caso não acreditam no que ela fala de si e das circunstâncias do caso e afirmam que ela mentiu diversas vezes durante o processo.

O advogado da vítima dsse que nada muda o fato de que Dominique Strauss-Kahn violentou sexualmente a vítima em seu quarto no Sofitel. O oficial encarregado definiu as investigações como uma bagunça de ambos os lados.De acordo com dois oficiais, eles tiveram acesso a uma gravação de uma conversa de telefone em que a mulher conversa com um presidiário no dia do episódio sobre os possíveis benefícios que poderia ter acusando Kahn. Além disso, dados bancários mostram que a camareira recebeu 100 mil dólares de diferentes pessoas nos últimos dois anos.

A acusação de que Strauss-Kahn teria agredido a camareira fez com que o político não só abandonasse o cargo no FMI como também se afastasse da possibilidade de se eleger presidente da França. Em seu lugar, o FMI tem agora uma nova diretora, a francesa .

As acusações formais acusam Kahn de tentativa de estupro e de ter forçado a camareira à realizar sexo oral. No entanto, os advogados afirmam que não há evidências de agressões, o que sugere que a relação tenha sido consentida.

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