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Imigrantes ilegais detidos e ameaçados de expulsão em Israel

por Redação Carta Capital — publicado 12/06/2012 11h05, última modificação 06/06/2015 18h19
A polícia de imigração israelense prendeu desde domingo 140 estrangeiros em situação irregular, a maioria procedente do Sudão do Sul
Funcionário da imigração analisa documentos de africanos na cidade de Tel Aviv. Foto: AFP

Funcionário da imigração analisa documentos de africanos na cidade de Tel Aviv. Foto: AFP

JERUSALÉM (AFP) - A polícia de imigração israelense prendeu desde domingo 140 estrangeiros em situação irregular, a maioria procedentes do Sudão do Sul, país africano que obteve sua independência em 2011 e ainda vive grande instabilidade. O anúncio das prisões foi feito pelo porta-voz do Ministério do Interior de Israel, Sabine Hadad. As prisões fazem parte de uma operação que prosseguirá nesta semana, em particular na região de Tel Aviv e no balneário de Eilat, no litoral do Mar Vermelho, sul do país.

O objetivo de Israel é repatriar os sul-sudaneses em situação irregular, ação autorizada na semana passada por um tribunal. "Ontem (segunda-feira), 115 imigrantes clandestinos foram detidos, 105 deles procedentes do Sudão do Sul. Esta semana nós financiaremos suas passagens de avião e concederemos 1.000 euros a cada um dos adultos que aceite retornar para seus país com seus filhos", disse Hadad. "Esta oferta é válida apenas durante esta semana", disse.

A onda de imigração é um assunto que vem causando grande polêmica em Israel. Muitos setores da sociedade, inclusive políticos, tem deixado transparecer certo racismo ao lidar com o assunto.

No último dia 31, o ministro do Interior de Israel, Eli Yishiai, deu declarações assustadoras. Em entrevista ao jornal Maariv, afirmou que a forma de resolver o problema da imigração é criar “mais prisões e campos de detenção para imigrantes e preparar mais bases militares onde eles possam ficar presos”. Segundo Yishai, o sul de Tel Aviv (onde muitos imigrantes se concentram) virou “a lata de lixo do país” e Israel já tem problemas suficientes de saúde e bem-estar social para “importar mais problemas da África”. Ao jornal, Yishai ainda sugeriu a seus críticos que “peguem os infiltrados e coloquem-nos em seus bairros para vê-los todos os dias e para que suas crianças brinquem com eles nas mesmas escolas”. O comportamento de Yishai não é solitário. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu criar o “maior campo de detenção do mundo”, deportar todos os que estiverem nele e acrescentar os “infiltrados” à lista de ameaças ao estado judeu.

Com informações da AFP

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