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Peru

Humala se diz a favor do aborto terapêutico

por Opera Mundi — publicado 25/04/2011 18h27, última modificação 25/04/2011 18h27
O candidato à Presidência do Peru defendeu também um maior acesso da população feminina aos anticoncepcionais e a promoção da educação sexual na escola

O candidato à Presidência do Peru Ollanta Humala manifestou-se favorável nesta segunda-feira (25/04) a uma descriminalização do aborto terapêutico, de um maior acesso da população feminina aos anticoncepcionais e da promoção da educação sexual na escola.

Denomina-se aborto terapêutico aquele que é provocado para salvar a vida da gestante, para preservar a saúde física ou mental da mulher ou em casos em que a gestação resultaria em uma criança com problemas congênitos que seriam fatais ou associados com enfermidades graves.

Em uma entrevista à agência de notícias Efe, Humala lembrou que ele faz parte de "uma família católica" e que seu partido é "defensor da vida", mas deixou claro que é a favor da descriminalização do aborto terapêutico, um tema que gerou muita polêmica durante a campanha eleitoral.

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O cardeal Juan Luis Cipriani, Arcebispo de Lima, e conhecido por suas posições ultraconservadoras, pediu várias vezes à população que votasse contra os candidatos que defendem o aborto e as uniões civis entre homossexuais.

Humala também se disse a favor de promover a educação sexual nas escolas e de facilitar "o acesso aos métodos anticoncepcionais a todas as mulheres", principalmente as de baixa renda.

Durante a campanha eleitoral, o ex-presidente Alejandro Toledo foi duramente criticado por defender o direito ao aborto terapêutico.

Calcula-se que 370 mil abortos clandestinos sejam feitos no país anualmente, quase a metade do número de nascimentos.

Humala lidera as pesquisas de opinião para o segundo turno de 5 de junho, no qual concorrerá com a legisladora Keiko Fujimori, filha do ex-governante Alberto Fujimori.

*Publicado originalmente em Opera Mundi.

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