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Hospitais de Gaza entram em estado de emergência

por Revista Forum — publicado 10/08/2010 16h27, última modificação 10/08/2010 16h43
A única central de energia elétrica existente no território deixou de funcionar no sábado, por falta de combustível

A única central no território palestino deixou de funcionar no sábado, por falta de combustível

A única central eléctrica em Gaza, responsável pela cobertura de um terço do consumo total no território palestino, deixou de funcionar, este sábado (7), por falta de combustível. Os quatro centros hospitalares na Faixa de Gaza temem ter de parar os seus serviços devido aos frequentes cortes de energia, que podem durar até 12 horas por dia, informou, este domingo, o porta-voz dos serviços de emergência, Moawiya Hasanein, citado TSF.

Esta situação poderá provocar um desastre humanitário, advertiu o responsável, que lembrou que os serviços de saúde estão se deteriorando, sobretudo as maternidades, as unidades de cuidados intensivos e as incubadoras. “O setor da saúde depende de geradores; se a cada momento faltar eletricidade, mesmo que seja apenas durante cinco minutos, isto pode causar dezenas de mortes”, sublinhou Hasanein.

A única central eléctrica em Gaza, responsável pela cobertura de um terço do consumo total no território palestino, deixou de funcionar, este sábado, por falta de combustível. Mas a situação foi agravada pelo encerramento, neste domingo, da passagem fronteiriça por onde entra o combustível a partir de Israel. O país tornou o bloqueio ao território palestino mais rigoroso em junho de 2007, logo após o movimento radical Hamas ter assumido o controlo da Faixa de Gaza.

No entanto, Israel decidiu recentemente apenas pôr fim ao embargo de todos "os bens para uso civil", mantendo o bloqueio marítimo e obrigando todos os barcos com destino a Gaza a fazer escala nos seus portos.

Esta decisão, contudo, responde às várias pressões internacionais para aliviar o cerco imposto ao território palestino, após o ataque a uma frota de ajuda humanitária por parte do exército de Israel a 31 de maio. Na operação violenta e desmedida, nove civis de nacionalidade turca morreram, o que provocou indignação e protestos em todo o mundo.

Por Esquerda.net.

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