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Internacional

Consumo de maconha

Holanda suaviza restrição de turistas a 'coffee shops'

por AFP — publicado 21/11/2012 09h44, última modificação 21/11/2012 09h44
A decisão em torno da proibição do consumo de maconha por turistas nos famorsos 'coffee shops' ficará a cargo de cada cidade holandesa
Holanda

'Coffee shop' holandês. Foto: ©AFP/File / Nathalie Magniez

HAIA (AFP) - As cidades holandesas poderão decidir se proíbem o acesso de turistas a seus famosos "coffee shops", onde se pode consumir maconha, informou na terça-feira 20 o governo holandês. "É em nível local que se tem a melhor visão para determinar as medidas eficazes", disse o ministro holandês da Justiça, Ivo Opstelten, em carta dirigida ao Parlamento. A decisão do governo altera a impopular medida restritiva a turistas.

"As autoridades locais são as que determinam sua política em matéria de 'coffee shop' e garantem sua aplicação", explicou o ministro. Em 1º de maio passado entrou em vigor, no sul da Holanda, uma lei que limitava o acesso de moradores do país aos 'coffee shops'. O restante da Holanda deve aplicar a medida em 1º de janeiro de 2013. O objetivo é combater os males - engarrafamentos, traficantes nas ruas, barulho - provocados pela presença de milhões de estrangeiros que querem fumar maconha em alguns dos 650 'coffee shops' holandeses.

A cidade de Amsterdã, que temia um impacto negativo no turismo caso negasse aos turistas o acesso a seus 'coffee shops', saudou a decisão do ministro. Rapidamente, anunciou que permanecerão abertas aos turistas as portas de seus cerca de 220 'coffee shops', onde os visitantes podem fumar maconha.

No entanto, em algumas cidades do sul do país, como Maastricht, próximo a Bélgica e Alemanha e mais exposta aos males vinculados ao turismo da droga, espera-se que a proibição seja mantida.

Em sua carta ao Parlamento, Opstelten informou que o critério de residência continuará inscrito na lei, mas cada município terá o poder de aplicar ou não a medida. Muitas cidades do norte asseguram que não se veem afetadas pelos problemas do turismo da droga e criticaram abertamente a restrição do consumo.

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