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Internacional

Acordo com Israel

Hamas aceita libertar soldado Gilad Shalit

por AFP — publicado 11/10/2011 17h30, última modificação 12/10/2011 11h09
O soldado israelense, capturado pelo grupo em 2006, deve voltar a Israel em poucos dias, segundo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu
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O soldado israelense, capturado pelo grupo em 2006, deve voltar a Israel em poucos dias, segundo o primeiro-ministro Benamin Netanyahu. Foto: Arquivo/AFP

O Hamas e Israel chegaram a um acordo para a libertação do soldado israelense Gilad Shalit em troca de prisioneiros palestinos, afirmou nesta terça-feira à AFP uma fonte ligada ao movimento islamita, que controla a Faixa de Gaza.

Este acordo, possível graças a uma mediação egípcia, deve ser implementado "em uma semana" e o líder do Hamas, Khaled Mechaal, "pronunciará um importante discurso nas próximas duas horas", acrescentou a fonte.

"O acordo de troca será aplicado em poucos dias", confirmou em seu site o braço armado do Hamas, as Brigadas Ezzedine al-Qassam.

Gilad Shalit, que também tem nacionalidade francesa, foi sequestrado em junho de 2006 por um comando de três grupos armados palestinos, incluindo o braço militar do Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde junho de 2007.

O Hamas quer trocá-lo por cerca de mil palestinos, mas as negociações fracassaram até agora sobre a identidade dos prisioneiros e o local de sua libertação, já que o governo israelense se recusa a libertar na Cisjordânia os palestinos envolvidos em atentados.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta terça-feira à noite que havia apresentado a seu governo um acordo que permitirá o retorno "em alguns dias" a Israel de Shalit.

"Apresentei ao governo um acordo que devolverá Gilad Shalit são e salvo a seus pais e a todo o povo de Israel em alguns dias", explicou Netanyahu.

"Este acordo foi concluído na quinta-feira (passada) e assinado definitivamente hoje", indicou.

O primeiro-ministro afirmou que houve "negociações difíceis" e considerou que aproveitou "uma oportunidade" concluindo este acordo.

Ele agradeceu ao Egito por seus esforços de mediação.

Este acordo deve ser ainda aprovado em uma votação do governo israelense que se reuniu em sessão urgente nesta terça-feira à noite.

Além de Netanyahu e de seu ministro da Defesa, Ehud Barak, o chefe do Estado-Maior, Benny Gantz, o líder do Shin Beth, Yoram Cohen, e o chefe do Mossad, Tamir Pardo, são todos favoráveis ao acordo com o Hamas, indicou a televisão pública israelense.

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