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Grécia

País fecha acordo para governo de coalizão

por Redação Carta Capital — publicado 06/11/2011 15h25, última modificação 07/11/2011 10h18
Após reunião com a oposição, Georges Papandreou aceita entregar o cargo para formação de novo governo
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Papandreou se reúne com lider da oposição, Antonis Samaras, na residência do presidente Karolos Papúlias. Foto: Louisa Gouliamaki/AFP

* Atualizado às11h15 de segunda-feira 7

Os líderes políticos gregos chegaram a um acordo sobre o governo de coalizão no domingo 6. Após dias de negociações, a presidência da República informou que os dois principais partidos do país definiram a saída do atual primeiro-ministro, Georges Papandreou.

O novo governo ficará encarregado da "aplicação do plano europeu" de ajuda à Grécia até "as próximas eleições", que devem ser realizadas em 19 de fevereiro de 2012, segundo o ministério das Finanças.

O acordo foi fechado em uma reunião entre o líder da oposição conservadora, Antonis Samaras (Nova Democracia), e Papandreou (Pasok) na casa do presidente grego, Karolos Papúlias, no domingo. Samaras aceitou o governo de união nacional para permitir a ratificação por Atenas do plano europeu anticrise até o fim do ano, mas com a condição da celebração de eleições gerais.

Samaras e Papandreou voltam a se encontrar na segunda-feira 7 para definir o novo primeiro-ministro e o gabinete. Entre os favoritos para comandar o país estão o ministro das Finanças, Evangelos Venizelos, e o vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) entre 2002 e 2010, Lucas Papademos.

[caption id="attachment_56437" align="alignleft" width="300" caption="Samaras fala à imprensa após se reunir com o presidente Carolos Papulias. Foto: Louisa Gouliamaki/AFP"]
No início da tarde de domingo, Samaras afirmou que a Grécia deve "lançar uma mensagem de estabilidade, confiança e normalidade" e deixou claro que um acordo para o novo governo dependia apenas da renúncia formal de Papandreou. "Estou decidido a dar minha ajuda. Se renunciar, as coisas seguirão seu rumo."

O premier recusava, porém, a renúncia até que houvesse um "acordo entre partidos" para formar um gabinete de coalizão. Papandreou disse nos últimos dias estar disposto a ceder, mas se mantinha no cargo oficialmente para não deixar a cadeira da Grécia no Eurogrupo vazia.

O ministro de Estado e porta-voz governamental Ilias Mosialos disse à televisão NET, que seria "útil" se os partidos entrassem em acordo sobre o "nome do primeiro-ministro".

"O país não pode perder mais tempo", insistiu Mosialos, assegurando que, se houvesse um acordo, o novo governo deveria assumir ainda na segunda-feira 7.

A Grécia pretende negociar também na segunda, durante uma reunião dos ministros das Finanças do Eurogrupo na qual será representada por Venizelos, o pagamento de 80 bilhões de euros até o fim de fevereiro, previstos no acordo de resgate de Bruxelas. Por outro lado, deve ratificar o plano no Parlamento antes de 2012, o que significa novas medidas de austeridade.
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Depois de criticar durante dois anos as políticas de rigor ditadas pelos credores do país, Samaras se comprometeu pela primeira vez na quarta-feira 2 a apoiar o plano de Bruxelas. Um avanço determinante, pois 80% dos gregos continuam, segundo três pesquisas publicadas no domingo, apoiando o euro, apesar do aumento do descontentamento com os cortes do governo.

Com informações AFP.

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