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Grécia aprova orçamento austero para 2011

por Redação Carta Capital — publicado 23/12/2010 17h26, última modificação 23/12/2010 17h26
Os orçamentos, que tiveram apoio do partido do primeiro-ministro Yorgos Papandreu, preveem cortes de despesa em serviços estatais e novos impostos

O parlamento grego aprovou, nesta quinta-feira 23, os orçamentos estatais para 2011, marcados por uma série de medidas de austeridade para lidar com a crise financeira que o país enfrenta. Os orçamentos, que tiveram apoio do partido Socialista Panhelénico, do primeiro-ministro Yorgos Papandreu, preveem cortes de despesa em serviços estatais e novos impostos.

A tramitação dos orçamentos no Parlamento durou cinco dias. Em novembro, a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional, credores que emprestaram em maio à Grécia 110 bilhões de euros, aprovaram o plano de austeridade.

O governo grego quer reduzir o déficit a 7,4% do Produto Interno Bruto em 2011, uma queda de 2% do esperado para 2010. Para tanto, a Grécia necessita de receitas na ordem de 14,3 bilhões de euros, sendo que 7,83 bilhões serão de arrecadação de impostos e o restante da redução de despesas.

Entre os cortes previstos, há a perda de 2,1 bilhões de euros da saúde pública, aumento da taxa sobre alimentos de 11% para 23%, redução de despesas em Defesa de 500 milhões de euros e cortes de 800 milhões de euros em empresas estatais.

O Ministério das Finanças grego calcula uma contração na economia em 2011 pelo terceiro ano consecutivo, em 3%. Já o primeiro-ministro disse durante o debate no Parlamento que 2010 será o ano da recuperação econômica, com previsão de crescimento de 1,1%.

O partido de oposição conservadora Nova Democracia votou contra os orçamentos e acusou o governo de ser incapaz de lidar com a crise.

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