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Grã-Bretanha reconhece rebeldes como autoridades

por Redação Carta Capital — publicado 27/07/2011 12h26, última modificação 06/06/2015 18h16
Cameron expulsa diplomatas de Khadafi e anuncia acordo com Conselho Nacional de Transição

O governo britânico deu ordem de expulsão ao corpo diplomático da Líbia sediado em Londres depois que o primeiro-ministro David Cameron determinou que o Conselho Nacional de Transição (CNT), organismo formado na Líbia por rebeldes contrários ao governo Kadafi, ser a "única autoridade governamental" no país. Oito funcionários da embaixada têm três dias para deixar a Grã-Bretanha.

A expulsão foi anunciada pelo secretário das Relações Exteriores William Hague nesta quarta-feira 27. Ele anunciou também que um novo embaixador e outros diplomatas devem assumir os cargos. "Através de suas ações, o Conselho Nacional de Transição tem mostrado seu compromisso com um algo mais aberto e democrático na Líbia. Isto está em contraste gritante com Kadafi, cuja brutalidade contra o povo líbio despojou -o de toda a legitimidade ", disse.

A decisão de reconhecer a CNT como única autoridade governamental levou o governo ao descongelamento de 150 milhões de dólares em ativos no Reino Unido pertencentes à Companhia de Petróleo do Golfo Pérsico, uma empresa de petróleo da Líbia sob o controle do CNT.

Hague afirmou ainda que a "Grã-Bretanha só decidiu reconhecer a CNT depois de estar certo que os estudantes líbios na Grã-Bretanha, que são financiados pela sua embaixada, continuariam a ser apoiados." E que " os chefes militares britânicos têm sido aconselhados a continuar com o bombardeio por tempo indeterminado."

A medida constitui mais um gesto de pressão de Londres sobre o regime de Khadafi, ao fim de cinco meses de avanços e recuos na guerra civil na Líbia. Depois de o embaixador líbio, Omar Jelban, já havia sido expulso em maio passado após um ataque das forças fiéis ao regime à residência do embaixador britânico em Trípoli.

Com a decisão, o governo britânico se torna mais uma entre as 30 nações que reconheceram a legitimidade do CNT numa reunião em Istambul que aconteceu no último dia 15.

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