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Governo venezuelano acusa 'inimigos' de provocarem câncer de Chávez

por AFP — publicado 05/03/2013 16h38, última modificação 05/03/2013 16h38
Venezuela expulsa adido aeronáutico da embaixada americana por conspiração e diz que o país vive as "horas mais difíceis" desde que Hugo Chávez foi operado

CARACAS (AFP) - A Venezuela expulsou o adido aeronáutico da embaixada dos Estados Unidos, David Del Mónaco, acusando-o de conspirar dentro das Forças Armadas do país, informou o vice-presidente Nicolás Maduro, nesta terça-feira 5. Maduro acusou os "inimigos históricos" da Venezuela de estarem por trás do câncer sofrido pelo presidente Hugo Chávez, e se mostrou confiante em que poderá comprovar esta afirmação.

"Nós não temos nenhuma dúvida, chegará o momento indicado da História em que se poderá formar uma comissão científica que revelará que o comandante Chávez foi atacado com esta doença (...) os inimigos históricos desta pátria buscaram o ponto para prejudicar a saúde de nosso comandante", afirmou Maduro em um discurso na televisão nacional.

O vice-presidente estava cercado pela cúpula militar e política do país.

Sobre Del Mónaco, ele afirmou que "este funcionário tem como tarefa buscar militares ativos na Venezuela primeiro para investigar a situação das Forças Armadas e para propor a elas projetos desestabilizadores".

"Ele tem 24 horas para fazer as malas e ir embora da Venezuela", acrescentou Maduro, sem dar maiores detalhes sobre esse suposto plano de conspiração.

Ainda segundo ele, a Venezuela vive as "horas mais difíceis" desde que Hugo Chávez foi operado de um câncer, em 11 de dezembro, em Cuba. O pronunciamento foi feito depois que o estado de saúde do chefe de Estado se deteriorou, nas últimas horas. "Oração, com nossa alma, com nossa mente, orando pela saúde e a vida de nosso comandante presidente nestas horas que são as mais difíceis que vivemos desde a operação em 11 de dezembro", afirmou Maduro em um discurso pela televisão, convidando o povo a orar pela saúde de Chávez.

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