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Internacional

Trama internacional

Governo ruandês mandou matar dissidentes no Reino Unido, diz jornal

por Redação Carta Capital — publicado 22/05/2011 09h38, última modificação 22/05/2011 19h33
Em reportagem, The Independent afirmou que o serviço de inteligência britânico acredita haver “sérias evidências” de que dois críticos do governo correm risco de vida

O governo de Ruanda teria contratado assassinos para eliminar dissidentes críticos ao regime do país que vivem no Reino Unido, segundo o jornal britânico The Independent. Detetives da Scotland Yard informaram dois ruandeses de que eles estavam sob risco de vida e deveriam tomar medidas de segurança.

Fontes oficiais dizem estar monitorando atentamente a movimentação de dois ruandeses com credenciais diplomáticas no Reino Unido, que viajaram regularmente nos últimos meses entre Londres e Kigali, capital de Ruanda. Além disso, a policia também investiga a alegação de que um dos envolvidos em um atentado na África do Sul contra um opositor do governo do presidente Paul Kagame, teria viajado ao Reino Unido.

Ameaçados

O jornal aponta Rene Mugenzi, de 35 anos, sobrevivente do genocídio em Huanda em 1994, quando 800 mil pessoas da etnia Tutsi foram massacradas pela maioria Hutu, como um dos ameaçados. Atualmente, ele dirige uma organização contra a exclusão social, em Londres. O segundo alvo é Jonathan Musonera, 46 anos, fundador da Conferência Nacional de Ruanda (RNC), partido de oposição ao governo ruandês liderado por soldados do exército exilados.

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