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Governo rejeita proclamação de Tshisekedi como presidente

por AFP — publicado 10/12/2011 17h33, última modificação 10/12/2011 17h33
Joseph Kabila foi o vencedor oficial do pleito, com 48,95% do total. Tshisekedi somou 32,33%
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Joseph Kabila foi o vencedor oficial do pleito, com 48,95% do total. Tshisekedi somou 32,33%. Foto: Gwenn Dubourthoumieu/AFP

O governo congolês considerou neste sábado uma "infração à lei" e um "atentado à Constituição" a proclamação, na sexta-feira, de Etienne Tshisekedi como presidente da República Democrática do Congo, rejeitando os resultados oficiais da eleição presidencial.

Joseph Kabila, de 40 anos, eleito pela primeira vez em 2006, foi o vencedor oficial do pleito, com 48,95% do total (8.880.994 votos), bem acima do opositor Etienne Tshisekedi, de 78 anos, que somou 32,33% (5.864.775 votos), segundo cifras provisórias divulgadas pela Comissão Eleitoral (CENI) com três dias de atraso.

Tshisekedi rejeitou o resultado e se declarou presidente eleito.

"Trata-se de um ato irresponsável que viola as leis da República", declarou à imprensa o porta-voz do governo, Lambert Mende.

"Considero (estes resultados) uma verdadeira provocação ao nosso povo e os rejeito totalmente. Portanto, considero-me a partir de hoje o presidente eleito da República Democrática do Congo", declarou Tshisekedi, que agradeceu aos "seus compatriotas a confiança".

Tshisekedi pediu para que seus seguidores "permaneçam unidos como um só homem" para apoiá-lo diante dos "acontecimentos que virão".

O autoproclamado presidente eleito também pediu à "comunidade internacional" que encontre uma "solução para este problema" e que "tome todas as disposições para que o sangue do Congo não seja mais derramado na terra deste país".

Tshisekedi era candidato do partido União pela Democracia e pelo Progresso Social (UDPS).

Segundo o jornal inglês The Guardian, protestos contra decisão de Tshisekedi foram fortemente reprimidos pela polícia.

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O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu calma na República Democrática do Congo.

Ban Ki-moon afirmou que os resultados oficiais do pleito deram vitória a Kabila, "conclamando o povo a resolver as diferenças pacificamente, através de mecanismos legais e da mediação", anunciou seu porta-voz Martin Nesirky, em comunicado

Depois do assssinato de seu pai Laurent Désiré, em 2001, Joseph Kabila foi designado chefe de Estado em 2001, tendo sido finalmente eleito, pela primeira vez, em 2006.

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