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Síria

Governo liberta envolvidos em protestos pela democracia

por Redação Carta Capital — publicado 15/11/2011 15h51, última modificação 15/11/2011 15h51
Autoridades do país libertam 1.180 presos um dia após EUA dizerem que há um consolidação do consenso contra Bashar al Assad e seu regime
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As autoridades sírias libertaram na terça-feira 15, 1.180 detidos "envolvidos" com o movimento de contestação ao regime do presidente Bashar al-Assad. Foto: AFP

Um dia após os Estados Unidos elogiarem a "consolidação do consenso contra Bashar al Assad e o regime sírio”, as autoridades do país libertaram nesta terça-feira 15, 1.180 pessoas. Os indivíduos estariam envolvidos com o movimento de contestação ao presidente, informou a televisão pública.

Em 5 de novembro, o governo já havia libertado em ocasião da celebração muçulmana do Al-Adha, 553 pessoas detidas na repressão.

No entanto, o regime continua reprimindo de forma violenta as manifestações pró-democracia. Segundo grupos de direitos humanos, na segunda-feira 14 as forças de segurança mataram pelo menos 16 civis na província de Daraa. Nos confrontos, 19 integrantes das tropas do govenro foram mortos.

O Observatório Sírio para Diretos Humanos com sede britânica disse que os civis foram abatidos por atiradores em postos de controle tripulados por forças de segurança. A instituição também relatou, de acordo com a agência de notícias AFP, que os integrantes das tropas do regime foram mortos em confrontos com supostos desertores do exército.

Ação militar

Mark Toner, porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, disse na segunda-feira 14 que as decisões tomadas nos últimos dias pela Liga Árabe e União Europeia mostram uma posição mais dura da comunidade internacional em relação à repressão na Síria,

Questionado sobre uma eventual intervenção militar, o porta-voz disse que os esforços americanos estão centrados no endurecimento das sanções econômicas e políticas contra o governo de Assad. "Vocês estão se adiantando. Não chegamos a essa situação", apesar de "nunca termos renunciado a nenhuma opção", disse.

Na quarta-feira 16, uma reunião árabe extraordinária deve ser realizada em Rabat, no Marrocos, para confirmar a decisão de suspender a Síria da Liga Árabe, votada no dia 12 de novembro por 18 dos 22 membros da organização pan-árabe.

As associações sírias de defesa dos direitos humanos e a ONU estimam em milhares o número de pessoas presas durante a repressão à revolta, iniciada em 15 de março. Mais de 3,5 mil pessoas foram mortas, segundo as Nações Unidas.

A segunda-feira foi uma das jornadas mais violentas desde o início da revolta popular com mais de 70 mortos, entre civis e militares.

Com informações AFP.

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