Você está aqui: Página Inicial / Internacional / Governo de Tóquio insiste em programa nuclear apesar de acidentes em usina

Internacional

Japão

Governo de Tóquio insiste em programa nuclear apesar de acidentes em usina

por Redação Carta Capital — publicado 11/07/2011 09h09, última modificação 11/07/2011 09h09
Quatro meses após tsunami e terremoto que abalaram o país, população japonesa faz homenagem às vítimas

Quatro meses após tsunami e terremoto que abalaram o país, população japonesa faz homenagem às vítimas

O governador de Tóquio, Shintaro Ishihara, defendeu nesta segunda-feira 11 que o Japão mantenha o programa de energia nuclear. Para Ishihara, as autoridades não devem dar ouvidos às “reações histéricas” que insistem no fim do programa depois dos acidentes registrados na Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, no nordeste do país. A usina registrou explosões e vazamentos em consequência do terremoto seguido por tsunami, de 11 de março.

“Se é gerada corretamente, a energia nuclear pode produzir eletricidade a muito baixo custo. Eu não penso que o Japão deva renunciar [a esse programa]”, disse Ishihara. O governador se posiciona de forma oposta às manifestadas de vários políticos de centro-esquerda.

Depois dos acidentes nucleares de Fukushima, 35 reatores dos 54 instalados no Japão não retomaram as atividades. O acidente em Fukushima provocou também um debate sobre o futuro da energia nuclear em vários países. A Alemanha, por exemplo, anunciou a gradual redução das atividades nucleares até o encerramento total ainda neste século.

Quatro meses depois. Os japoneses pararam nesta segunda por alguns minutos para lembrar os quatro meses do terremoto seguido por tsunami que deixou cerca de 25 mil mortos e desaparecidos no Japão. Nas regiões do centro e nordeste do país, as pessoas homenagearam as vítimas e lembraram a data de várias formas. As informações são da emissora de televisão estatal japonesa, NHK.

Na cidade de Ishinomaki, na região de Miyagi, no nordeste do país, está sendo construído um memorial em homenagem às vítimas. A estimativa é que cerca de 200 pessoas que viviam na área foram afetadas pelo terremoto seguido por tsunami.

Em uma escola na região de Ibaraki, também no nordeste do país, o diretor do colégio fez uma reunião com os alunos e lembrou que todos foram fortes e devem ter orgulho dos esforços feitos depois da catástrofe. A escola foi destruída e os estudantes mudaram para um edifício pré-fabricado.

Com informações da Agência Brasil

registrado em: