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Internacional

Conflito

Jornalista brasileiro é libertado na Líbia

por Redação Carta Capital — publicado 10/03/2011 11h49, última modificação 10/03/2011 15h22
Correspondentes do jornal O Estado de S. Paulo e da rede de TV britânica BBC foram capturados pelas forças de segurança leais ao ditador Muammar Kaddafi

[atualizada às 15h21]

As forças de segurança líbias ainda leais a Muammar Kaddafi estão cumprindo a promessa feita pelo ditador de tratar correspondentes de imprensa como terroristas. As vítimas mais recentes da barbárie foram o repórter do jornal O Estado de S. Paulo Andrei Netto e três correspondentes da rede de televisão britânica BBC.

O jornalista brasileiro, correspondente do jornal em Paris, entrou na Líbia no dia 19 de fevereiro, dois dias após o início dos protestos contra o regime de Kaddafi. Na noite desta quarta-feira 9, o jornal informou em seu portal que há uma semana estava sem contato com Andrei Netto. O repórter foi detido por forças leais ao ditador.

O jornal e o governo brasileiro conversaram com a embaixada da Líbia no Brasil e o jornalista foi libertado no início da tarde de hoje. Segundo as informações divulgadas logo após a soltura, Netto passa bem e não foi ferido. O jornalista cobria os combates entre rebeldes e o governo no front oeste do país e estava na cidade de Zawiya.

Os correspondentes da BBC foram capturados pelas tropas de Kaddafi e ficaram detidos por cerca de 21 horas. Libertados após contatos da rede de televisão com o governo líbio, os repórteres contaram que foram torturados enquanto estiveram sob o poder das forças de segurança. Os três foram espancados com bastões e passaram por simulações de execução.

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