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Transição na França

Governo anuncia equipe e corte de salários

por Redação Carta Capital — publicado 16/05/2012 18h27, última modificação 16/05/2012 18h27
François Hollande terá 34 ministros que devem ganhar 30% menos como uma medida 'exemplar'
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O primeiro-ministro francês, Jean-Marc Ayrault, vai propor reduzir os salários dos ministros. Foto: Bertrand Langlois/AFP

Após o presidente da França, François Hollande, apresentar a composição de seu governo nesta quarta-feira 16, o seu primeiro-ministro, Jean-Marc Ayrault, aproveitou para tomar a primeira medida no cargo: propor a redução do salário dos ministros em 30% .

"É a primeira proposta que vou apresentar na quinta-feira 17 ao Conselho de Ministros", que realizará sua primeira reunião no Palácio do Eliseu, disse Ayrault. Segundo ele, o governo deve ser "exemplar".

A medida anunciada por Ayrault constava no programa de campanha de Hollande.

Ayrault, que na quarta-feira formou um governo de 34 ministros, com 17 mulheres e 17 homens, indicou que os ministros que forem derrotados nas eleições legislativas de junho não poderão permanecer em seus postos. "Há um espírito de responsabilidade, e, por isso, qualquer ministro que se candidatar às legislativas e não for eleito não poderá permanecer no governo."

Na montagem do novo governo, o ex-premiê Laurent Fabius, de 65 anos, ficou com o posto de ministro das Relações Exteriores e Pierre Moscovici, de 54 anos, ocupará a pasta das Finanças.

Hollande nomeou como encarregado da reindustrialização Arnaud Montebourg, de 49 anos, membro da ala mais à esquerda do partido socialista, que será responsável pela "recuperação produtiva".

O político bretão Jean-Yves Le Drian, de 64 anos, é o novo ministro da Defesa e Manuel Valls, da ala direita do PS, ficou com o Ministério do Interior.

O novo presidente escolheu um de seus assessores, Michel Sapin, de 60 anos, para o Ministério do Trabalho e sua porta-voz de campanha, Najat Vallaud-Belkacem, franco-marroquina de 34 anos, como ministra dos Direitos das Mulheres e porta-voz do governo.

A política da Guiana Christiane Taubira, de 60 anos, foi nomeada para a Justiça, Aurélie Filipetti ficou com a pasta da Cultura e Marisol Touraine, de 53 anos, vai ser a encarregada dos Assuntos Sociais e da Saúde.

No Ministério da Economia e das Finanças, crucial em tempos de crise do euro, Pierre Moscovici será auxiliado por um ministro do Orçamento, Jérôme Cahuzac.

Os postos mais prestigiosos (Relações Exteriores, Economia, Defesa, Interior) permanecem ocupados por homens, à exceção da Justiça.

Com informações AFP.

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