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Genro de Bin Laden está preso no EUA

por Redação Carta Capital — publicado 07/03/2013 19h12, última modificação 07/03/2013 19h12
Sulaiman Abu Ghaith, ex-porta-voz da al-Qaeda, foi trazido da Jordânia. Ele é acusado, entre outras coisas, de suporte material ao terrorismo

O genro de Osama bin Laden foi preso no Oriente Médio e transferido para os Estados Unidos, segundo o jornal New York Times. O kuaitiano Sulaiman Abu Ghaith, ex-porta-voz do grupo terrorista al-Qaeda, está detido em Nova York, onde deve comparecer à Corte nesta sexta-feira 8.

Abu Ghaith, que enfrenta diversas acusações, entre elas suporte material ao terrorismo, foi preso há algumas semanas na Turquia. O genro de Bin Laden foi extraditado para a Jordânia, de onde acabou entregue à custódia dos EUA.

O muçulmano de 47 anos, é um dos raros membros da al-Qaeda presos no exterior e não morto. A política de segurança nacional do presidente Barack Obama permite ataques a alvos tidos como perigosos, principalmente por meio de bombardeios de aviões não tripulados (drones) que agem com maior frequência no Paquistão, Iêmen e Somália.

O professor manifestou-se contra a invasão de Saddam Hussein ao Kuwait ao Iraque em 1991. Em 2000, viajou ao Afeganistão, onde conheceu Bin Laden e se casou com uma de suas filhas.

Ghaith ganhou destaque internacional ao fazer declarações defendendo os ataques de 11 de setembro de 2001, em Nova York, nos dias seguintes ao ato.

A morte de Bin Laden

Bin Laden, idealizador dos ataques ao World Trade Center em 2001, foi morto por uma força militar especial dos EUA em maio de 2011. Ele vivia a pelo menos cinco anos em uma casa em Abbottabad, no Paquistão.

A CIA, serviço secreto norte-americano, conseguiu encontrar o local após uma década de investigações. Com a confirmação de que o terrorista morava no lugar, uma pequena equipe voou do Afeganistão até a cidade durante a noite, invadiu a casa e matou cinco pessoas, entre elas Bin Laden.

O corpo do líder da al-Qaeda, computadores, documentos e outras informações relevantes foram levadas ao fim da ação de 40 minutos.

O episódio estremeceu as relações diplomáticas entre EUA e Paquistão, que foi acusado indiretamente de esconder o terrorista enquanto dizia não saber o seu paradeiro. Por outro lado, o governo do país asiático protestou contra a operação secreta norte-americana, alegando violação à soberania paquistanesa sobre seu território.

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