Você está aqui: Página Inicial / Internacional / Galaxy Zoo e a nova aurora da ciência cidadã

Internacional

The Observer

Galaxy Zoo e a nova aurora da ciência cidadã

por The Observer — publicado 27/03/2012 12h18, última modificação 27/03/2012 12h18
Centenas de milhares de astrônomos amadores mapeiam recantos do universo desde 2007. Darwin já contava com esse método
4170862593_2f3189c988

Centenas de milhares de astrônomos amadores mapeiam recantos do universo desde 2007. Darwin já contava com esse método Foto:John Bowles

Por Tim Adams

Nas últimas noites, enquanto o mundo inteiro dormia profundamente, estive examinando recantos do universo que talvez nenhum olho humano jamais tenha visto, e registrando a forma de galáxias desconhecidas. As imagens que estudei foram fornecidas pelo telescópio Hubble da Nasa, e as galáxias no centro de cada foto variam desde os redemoinhos de aspecto caótico às gloriosas espirais em roda de Catherine e raios luminosos na estranha forma de charutos. Cada galáxia leva alguns minutos para ser percebida e descrita rapidamente; então passo para a seguinte.

A tarefa é compulsiva e surreal; depois que você classifica os primeiros 20 ou 30 redemoinhos de estrelas incalculavelmente longínquos, precisa se lembrar de que as imagens em seu computador existem, ou já existiram, além do retângulo da tela, em uma escala que você não consegue imaginar. Dá vontade de buscar seu Guia do Mochileiro (como observou Douglas Adams, de maneira precisa: "O espaço é grande. Você simplesmente não acredita como ele é vasto, enorme, perturbador. Quer dizer, você pode pensar que a farmácia na sua rua é distante, mas isso é apenas uma migalha para o espaço"). Como o espaço é uma ideia que sua pequena mente não consegue captar muito bem, ou pelo menos a minha não consegue, você pode se tranquilizar tentando acertar na classificação: elíptica ou espiralada? Lisa ou irregular? E meu estímulo favorito: "Há algo estranho nessa imagem?" (Quer dizer, além de uma massa giratória de 1 trilhão de estrelas a bilhões de anos-luz de distância?)

Ao olhar para essas fotografias perturbadoras e maravilhosas, há um curioso conforto no fato de que você não está só. Na verdade, é uma de milhares de almas igualmente insones, envolvidas exatamente na mesma tarefa comparativa, em cerca de cem países ao redor do mundo. As imagens do Hubble são as últimas publicadas em um site da web chamado Galaxy Zoo, que em seus cinco anos de existência se tornou, talvez, o maior projeto científico de participação em massa já concebido. Existem mais de 250 mil "zooítas" ativos de todas as idades, e entre eles esses "cientistas cidadãos" voluntários classificaram centenas de milhões de imagens dos telescópios mais poderosos do mundo -- e ao fazê-lo criaram um mapa mais detalhado do universo conhecido do que se considerava possível. Seu trabalho deu origem a mais de 30 trabalhos científicos revistos por pares, a pelo menos uma descoberta fundamental, a inúmeras amizades online e talvez até alguns namoros à luz das estrelas...

O Galaxy Zoo, é claro, é completo -- tem até um mito da criação próprio. Como todas as melhores ideias, ele ganhou vida tarde da noite, nos fundos de um bar, o Royal Oak, na Woodstock Road em Oxford, frequentado pelo pessoal do Observatório Radcliffe do outro lado da rua. Em uma noite de sexta-feira, em julho de 2007, o jovem pesquisador em astrofísica Kevin Schawinski encontrou seu amigo e colega Chris Lintott no Royal Oak para tomar uma cerveja. Falando por telefone de sua casa atual na Universidade de Yale na semana passada, Schawinski lembrou que naquela noite havia se queixado para Lintott sobre sua péssima semana. Ao longo de sua pesquisa sobre a formação das estrelas, Schawinski tinha criado a teoria de que, ao contrário da sabedoria convencional, as estrelas poderiam se formar em galáxias elípticas mais antigas (de 10 bilhões de anos), assim como nas espiraladas mais jovens. Para provar a teoria, ele enfrentou a tarefa de examinar um milhão de galáxias usando imagens do observatório celeste digital Alfred P. Sloan. Como nenhum computador reconheceria com precisão os padrões que ele procurava, parecia haver apenas uma coisa a fazer: examinar as imagens pessoalmente. Trabalhando 12 horas por dia sem parar durante uma semana, Schawinski tinha realizado a tarefa considerável de detalhar as características de 50 mil galáxias. Ele precisava de um trago.

"O volume de dados era simplesmente enorme", ele me diz. "Tinha sido um trabalho duro." Lintott e Schawinski se perguntavam em voz alta se poderiam recrutar alguns voluntários para ajudá-los no projeto, e com o passar da noite ganhou forma a ideia de que talvez pudessem criar um site na web onde as imagens fossem publicadas e amadores interessados pudessem desfrutar o desafio de classificá-las. Se eles tinham um modelo era o projeto [email protected] da Nasa. Desde o ano anterior, 2006, a Nasa havia começado a publicar imagens granuladas de seu "coletor de poeira interestelar stardust", pedindo que as pessoas procurassem pequenas partículas sólidas. "Nós imaginamos que se era possível colocar um monte de gente procurando poeira", lembra Schawinski, "talvez não fosse tão difícil encontrar pessoas para classificar galáxias."

Com a ajuda de alguns programas, Lintott e Schawinski escreveram o site em um ou dois dias, e em 14 de julho o inauguraram. Quando encontro Lintott em Londres, ele sorri ao me dizer o que eles tinham imaginado. "Com tantas galáxias para examinar, tínhamos pensado que provavelmente Kevin levaria alguns anos para percorrer todas", ele diz. Afinal, levou algumas semanas. Vinte e quatro horas depois de ser anunciado no site de Lintott, o Galaxy Zoo recebia 70 mil classificações por hora. Eles ainda medem seu índice de acertos em "semanas Kevin" -- uma unidade de 50 mil. "Logo depois disso estávamos fazendo muitas semanas Kevin por hora", diz Schawinski. E o mais surpreendente era a qualidade da interpretação, extremamente precisa. Usando seu novo exército de modelagem, os Zookeepers ("zeladores do zoo", como Lintott e Schawinski logo ficaram conhecidos nos grupos de discussão) podiam duplicar as observações o número de vezes necessário para efetivamente eliminar erros. "Pensamos em dar tutoriais às pessoas, e assim por diante", diz Lintott, "e monitorar as respostas, mas rapidamente vimos que seria mais eficaz -- e divertido -- deixar as pessoas seguirem em frente e usar o mero volume de observadores para garantir a precisão."

O site rapidamente ganhou vida e personalidade próprias. "Logo no início nos ocorreu uma ideia estranha", lembra Schawinski. "Tínhamos conseguido criar o supercomputador identificador de padrões mais poderoso do mundo, e ele existia na inteligência coligada de todas as pessoas que tinham se conectado ao nosso site: e esse cérebro global estava processando aquele material com rapidez e precisão incríveis. Era extraordinário."

A outra surpresa foi que os zooítas espontaneamente se agruparam em comunidades complexas (mais ou menos como se criam grupos em torno de páginas da Wikipedia). Desde o início o Zoo foi quase totalmente auto-organizado. Grupos de interesse se estabeleceram, moderadores surgiram para supervisionar os painéis de mensagens, redes desenvolveram jogos, piadas e obsessões próprios em torno do que viam na tela. O Zoo tem uma reputação, sugere Schawinski, de ser o lugar mais educado na Internet. "É o único site onde as pessoas dizem 'por favor' e 'obrigado'."

Segundo os zooítas com quem falei, e os próprios Lintott e Schawinski, grande parte dessa personalidade foi formada por Alice Sheppard, que foi a primeira voluntária a apostar nos céus. Sheppard lembra do momento muito bem. "Em julho de 2007 eu era uma pessoa entediada, recém-formada em estudos ambientais", diz. "Não havia conseguido um emprego depois da universidade e passava muito tempo na Internet, e tinha ouvido falar em um livro chamado Bang!, que Chris Lintott publicou com Patrick Moore. Ele reviveu um antigo interesse da minha infância, a astronomia, que começou quando minha mãe me deu um livro sobre estrelas, aos 6 anos."

Ela escreveu para Lintott com algumas perguntas sobre seu livro, e depois que ele respondeu manteve o contato. Quando Lintott mencionou a ideia do Galaxy Zoo em seu site, Sheppard estava pronta. "E, é claro, quando ele foi ao ar eu logo embarquei." E nunca olhou para trás. "Quando ele viu que eu estava envolvida, me mandou uma mensagem: 'Você gostaria de dar uma olhada nos painéis de discussão para nós? Apenas controlar um pouco os palavrões e o spam." Sheppard não perdeu um dia desde então. Uma astrônoma novata no início, atualmente ela trabalha em seu mestrado em astrofísica ("A astronomia é revoltantemente simples", ela diz. "A matemática é mais difícil..."). E ainda mantém o bom humor no universo em constante expansão dos zooítas. "Não tivemos baderneiros no site durante algumas semanas", ela diz. "E mesmo então não houve guerras reais [destruição deliberada]. Apenas alguns que não estavam preparados para trabalhar com outras pessoas."

Ela passou algum tempo moderando e bloqueando, mas foi principalmente uma viagem de descoberta. Os outros zooítas com quem eu falo concordam. Alguns estão aposentados, alguns usam o site como uma maneira de relaxar depois do trabalho, outros são estudantes ou professores. Lintott e Schawinski recentemente encomendaram mais pesquisa para ver o que motivava seus cientistas cidadãos. Quase a metade sugeriu que sua principal motivação era o desejo de participar de pesquisas úteis. Outro citavam a "maravilha", "beleza" e "comunidade" em medidas quase iguais. Hanny van Arkel, uma professora holandesa de 28 anos, tornou-se uma zooíta por um motivo diferente. Ela era guitarrista e aderiu porque seu herói, Brian May, do Queen, sugeriu que o fizesse em um blog. (May, um antigo observador de estrelas, é uma espécie de força condutora entre a comunidade Zoo. Sheppard mais tarde me envia uma versão da canção "39" do Queen, com a letra reescrita em tributo à influência do astro do rock sobre a comunidade, uma de várias: "Sim, ouvimos seu chamado, apesar de estarmos a muitas milhas de distância/ Através de sites e notícias suas,/ Todas as estrelas espalhadas no céu, mistérios a compreender/ Na terra de nosso Galaxy Zoo...")

Depois de ouvir os apelos de May, Van Arkel rapidamente se viciou no site, e apenas uma semana depois de começar a olhar galáxias ela notou um agrupamento de um verde surpreende em uma imagem. Alguns outros zooítas tinham olhado a mesma foto, supostamente sem saber o que fazer com o agrupamento, e seguiram em frente. Van Arkel não fez isso. "Alguns amigos me sugeriram que a curiosidade ou a necessidade de respostas é uma grande parte de minha personalidade", ela me diz ao telefone, rindo. Ela colocou uma nota nos painéis de mensagens e se perguntou se alguém sabia o que era o núcleo verde luminoso. Ele se tornou o "Objeto do Dia", uma série que se mantém até hoje. Mas neste caso ninguém, nem Chris, ou Kevin, já tinha visto algo parecido. O "Hanny's Voorwerp" (objeto de Hanny) logo se tornou uma causa célebre no universo astronômico maior. E depois de muita discussão se sugeriu que o voorwerp era realmente único -- ele capturava o momento em que um quasar, um feixe de luz projetado por um buraco negro, iluminava uma nuvem de gás. O "espelho quasar", do tamanho da Via Láctea, ainda pôde fornecer uma biografia de um dos processos mais misteriosos do universo.

Van Arkel ainda passa muito tempo no site -- ela também foi parcialmente responsável por identificar outros padrões notáveis e inexplicados, as chamadas galáxias "ervilha verde" --, mas hoje em dia ela diz que se tornou mais uma embaixadora ambulante das possibilidades da descoberta na poltrona, falando para crianças e estudantes em toda a Europa. Em geral ela ouve a mesma pergunta: como é ter uma vasta área de tempo e espaço, a 650 milhões de anos-luz, com o seu nome? Ela acha "muito legal".

Se zooítas como Hanny se preocupam com alguma coisa é que a fonte de sua obsessão se esgote, que eles fiquem sem galáxias visíveis para classificar. "No princípio", diz Alice Sheppard, "todos estávamos gostando tanto disso que não apreciávamos a ideia de chegar ao fim." Mas afinal, apesar da instabilidade dos zooítas, mais conjuntos de dados tornavam-se disponíveis quando uma série de imagens era classificada; hoje Sheppard acredita que o trabalho vai continuar se expandindo, como os objetos de sua atenção, "embora ninguém pareça saber exatamente quantas galáxias existem no banco de dados do Hubble..."

Se as galáxias se esgotarem, os cientistas cidadãos certamente terão muitos outros projetos para satisfazer suas necessidades nas horas vagas. O próprio Galaxy Zoo criou um pequeno sistema solar de projetos relacionados -- Zooniverse --, baseado no modelo original, que inclui um site de mapeamento da lua (com definição fotográfica que permite enxergar a pegada de um astronauta); um projeto extraordinário chamado Clima Antigo, que produz milhões de páginas escaneadas de diários de navios, manuscritos por capitães de marinha, dos quais outros milhares de voluntários vêm extraindo minuciosos registros climáticos, para ampliar nossa compreensão da mudança climática à era anterior à criação das estações meteorológicas (no percurso, o Clima Antigo também está revelando a disseminação de doenças infecciosas, porto a porto); também há um exército crescente de entusiastas mais especializados que traduzem papiros ou catalogam ruídos de baleias. As fontes múltiplas de entusiastas amadores hoje se estende à busca de vida extraterrestre, no projeto SETI, à classificação imaginativa de todas as pinturas a óleo de propriedade pública na Grã-Bretanha (a Fundação Catálogo Público), a todo tipo de oportunidades de mapeamento botânico.

Em certo sentido, essa abertura à colaboração em massa, especialmente na biologia, não é novidade; a Internet apenas lhe deu uma escala e um alcance exponencialmente maiores. O professor Jim Secord é encarregado do Projeto Darwin em Cambridge, que se esforça para produzir a edição acadêmica definitiva das cartas do grande homem. O projeto vem examinando e escrevendo notas de rodapé há 37 anos e já completou 16 volumes dos 30 propostos. Secord concorda que a ciência cidadã, a enorme rede de botânicos e ornitólogos amadores, vigários rurais e amantes de pombos, com os quais Darwin obteve grande parte de seus dados de observação, foi um modelo para os observadores dispersos do Galaxy Zoo.

"Darwin teria amado a Internet", diz Secord, "mas mesmo sem ela grande parte do que ele alcançou só foi possível devido à chegada do correio internacional. Ele se correspondia com pessoas de todo o mundo que eram especialistas em determinadas espécies." Muito poucos desses correspondentes eram cientistas ou acadêmicos profissionais, a maioria era de amadores que conheciam um pouco o trabalho de Darwin e achavam que tinham uma contribuição a fazer. Darwin os encorajava respondendo meticulosamente às cartas (daí o trabalho de uma vida em 30 volumes).

Uma coisa que impressionou Secord, ao se debruçar sobre essas cartas, foi o fato de Darwin incentivar as mulheres nessa empreitada científica: em 1872, por exemplo, ele escreveu para Mary Peat, uma naturalista amadora de Nova Jersey: "Suas observações e experimentos sobre o sexo das borboletas são de longe os melhores, até onde sei, que já foram feitos. Eles me parecem tão importantes que sinceramente espero que você os repita e registre os números exatos de larvas que você tenta continuar alimentando e privando de alimento, e registre o sexo dos insetos maduros. Certamente você deveria então publicar o resultado em algum jornal científico conhecido..."

Outra coisa que parece caracterizar essa rede é a variedade da formação das pessoas para quem Darwin escrevia. A ciência amadora era enraizada nos trabalhadores do século 18, quando os bares nas cidades do norte da Inglaterra faziam reuniões informais de sociedades naturalistas e havia debates bem informados sobre a taxonomia da flora e da fauna locais. O espírito desses coletores de dados amadores persistiu no século passado, especialmente na ornitologia, enquanto a própria ciência se profissionalizava nas universidades e se especializava cada vez mais. Essa última tendência ergueu barreiras entre o amador e o profissional, e os cientistas de carreira protegeram seus dados, e por sua vez suas perspectivas de financiamento e promoção, até que fossem publicados e criticados pelos colegas. Como indica Secord, um historiador da ciência: "Estamos na estranha posição em que hoje temos maior probabilidade de encontrar um muro de proteção em torno de um site de ciência acadêmica do que quase em qualquer outro lugar".

Nesse sentido, o grande e crescente entusiasmo pela ciência cidadã se alia ao movimento da ciência aberta, que pede um espírito de colaboração, compartilhamento de dados e publicação de trabalhos na web entre cientistas profissionais, em benefício da humanidade em geral. O modelo foi criado pela abordagem colaborativa bem-sucedida do Grande Colisor Hádron e do Projeto do Genoma Humano, os quais servem como exemplos do que se pode alcançar. É tentador ver esse apelo por abertura como uma mudança de atitude geracional, mas, como diz Chris Lintott, do Zooniverse: "Infelizmente, em geral são os cientistas pesquisadores mais jovens que têm mais a perder por não ser publicados da maneira tradicional".

A voz mais persuasiva no apelo por abertura, por "informação que quer ser livre" na famosa frase de Stewart Brand, é Michael Nielsen, um prodígio da física e grande apoiador do Galaxy Zoo. O aclamado livro de Nielsen, Reinventando a descoberta: A nova era da ciência em rede, foi patrocinado pelo financista George Soros para promover sua filosofia do compartilhamento do conhecimento.

Nielsen defende uma tese indiscutivelmente ética pelo abandono das diversas barreiras ao compartilhamento do conhecimento: econômicas, egoístas e burocráticas, sem realmente propor modelos de financiamento alternativos. Na sua opinião, a partir do Iluminismo a ciência foi alinhada ao bem comum. Esse objetivo mudou no último século; é possível que a Internet inverta essa tendência. "Temos uma oportunidade de mudar o modo como se constrói o conhecimento", sugere Nielsen. "Mas a comunidade científica, que deveria estar na vanguarda, levanta a retaguarda."

Enquanto seus métodos de terceirização de fontes claramente não se adequam a todos os campos especializados, o avanço da ciência cidadã em todo o mundo sem dúvida vai acelerar essa revolução. O financiamento do governo a pesquisas científicas na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos hoje obriga à inclusão de dispositivos de participação do público mais amplo -- a necessidade de nos deixar saber como se gasta nosso dinheiro. E, como revela o Zooniverse, não há maneira mais segura de atrair o público do que envolver as pessoas na própria pesquisa. Como indica Alice Sheppard, a moderadora chefe do universo conhecido: "Sempre haverá os que encolhem os ombros e dizem que isto não pode ou não vai acontecer; mas veja: já aconteceu!"

Leia mais no Guardian.co.uk

 

registrado em: