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Fuga para Israel?

por Gianni Carta publicado 12/09/2011 16h10, última modificação 25/10/2011 11h46
Segundo a The Economist, uma parente distante pode fazer com que Kaddafi faça a sua aliyah (a viagem de volta de judeus para Israel) para Netanya, ao norte de Tel Aviv. Será?

Enquanto , o mundo se indaga: Cadê Muammar Kaddafi? Mistério. Cada meio de comunicação dá um paradeiro diferente para o ex-líder líbio. Segundo o semanário britânico The Economist, Kaddafi pode pelo menos cogitar a seguinte opção: fazer sua aliyah (a viagem de volta de judeus para Israel) para Netanya, ao norte de Tel Aviv. Segundo Gita Boaron, cidadã israelense de origem líbia, ela e o coronel teriam uma bisavó em comum. A bisavó (avó de Kaddafi) casou-se com um xeque muçulmano, e sua filha judia seria a mãe de Kaddafi. De acordo com a lei rabínica – e, claro, se a história for verídica – Kaddafi é judeu.

Sempre segundo a The Economist, Netanya, onde numerosos de seus 100 mil habitantes são judeus de origem líbia, aguarda Kaddafi. Uma praça foi rebatizada Praça Kaddafi.

Além de ser considerado judeu pelos habitantes locais, todos no vilarejo lembram, não sem orgulho, que Saif Al-Islam, o filho de Kaddafi que plagiou uma tese de doutorado na London School of Economics e em vários discursos desafiou o mundo, teria namorado uma atriz de novela israelense, Orly Weinermann. Recentemente, Saif moderou seu discurso contra Israel. Reconheceu o Holocausto como fato Histórico. Dizem que o fez também numa tentativa do reconhecimento, por parte de Jerusalém, do Nakba, a êxodo palestino em decorrência da criação de Israel, em 1948.

Segundo o diário Jerusalem Post, Saif teria, no início de setembro, oferecido libertar o soldado israelense Gilad Schalit, capturado pelo Hamas e preso em Gaza desde 2006, em troca de uma pressão menor sobre a Libia por parte da Otan e da União Europeia.

A ambiguidade de Kaddafi com o mundo judeu e árabe é notória. Quando chegou ao poder, em 1969, Kaddafi se dizia um discípulo do líder pan-arabista Gamal Abdul-Nasser. Kaddafi se referia ao Estado judeu como o ‘’inimigo sionista’’. O mundo árabe tinha de destruí-lo. Quando o presidente egípcio Anwar Sadat foi a Jerusalém e selou um acordo de paz com Israel, em 1977, Kaddafi chamou Sadat de ‘’traidor’’.

Ao mesmo tempo, Kaddafi apoiou grupos terroristas nas suas tentativas de assassinar o líder do movimento Fatah, Yasser Arafat, quando este tentou buscar um acordo com Israel.

No entanto, quando as sanções impostas pela comunidade internacional contra a Líbia, por conta de seu envolvimento na queda do vôo da Pan Am que em 1988 deixou 270 mortos na Escócia, Kaddafi mudou sua retórica: seria preciso, disse, acomodar os dois países num único Estado chamado Isratine.

Em Benghazi paredes estão repletas de suásticas. Ao lado de algumas delas lê-se: “Kaddafi: Agente do Mossad’’, o serviço de inteligência israelense.

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