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França quer retirar tropas do Mali a partir de março

por Deutsche Welle publicado 07/02/2013 10h29, última modificação 07/02/2013 10h30
Plano é diminuir contingente aos poucos e passar segurança do país para as mãos das forças africanas

A França pretende começar em março retirada dos primeiros soldados do Mali, afirmou na quarta-feira 06 o presidente francês, François Hollande. A medida dependerá, entretanto, de um maior reforço das tropas dos outros países africanos.

Os soldados franceses no Mali têm encontrado cada vez mais resistência. Extremistas islâmicos atacaram com um lança-granadas uma unidade francesa perto da cidade de Gao, no norte do país da África Ocidental, conforme relatou o ministro francês da Defesa, Jean-Yves Le Drian, em entrevista à rádio Europe-1. Gao está sob controle das tropas francesas desde o final de janeiro. "Esta é mesmo uma guerra", disse Le Drian. "Assim que saímos do centro das cidades que retomamos, encontramos jihadistas."

Le Drian confirmou que os primeiros dos 4 mil soldados franceses presentes no Mali devem retornar a seu país dentro de algumas semanas. Ele explicou que a retirada paulatina será possível com o progressivo envio de tropas de apoio de outros países africanos.

Laurent Fabius confirma retirada dos primeiros soldados franceses do Mali nas próximas semanas

          

O ministro francês do Exterior, Laurent Fabius, confirmou a previsão do governo francês para a retirada das tropas: "Os africanos e malineses devem garantir, eles mesmos, a segurança, a integridade territorial e a soberania do país", ressaltou.

A força aérea francesa continuou durante a noite seus bombardeios contra supostos depósitos de armas dos rebeldes. Soldados malineses encontraram em Gao nesta quarta-feira um depósito secreto de explosivos, que estavam escondidos em sacos de arroz. Acredita-se que os explosivos eram destinados à produção de minas terrestres. Recentemente, quatro soldados do Mali foram mortos pela explosão de uma dessas minas.

A operação conjunta entre tropas francesas e malinesas para combater insugentes islamistas no norte do país começou no dia 11 de janeiro. Desde então, foram retomadas as cidades de Timbuktu e Gao, controladas por jihadistas durante meses. Na cidade de Kidal, no nordeste do Mali, soldados franceses conseguiram recuperar o controle de um aeroporto estrategicamente importante, enquanto a própria cidade é protegida por cerca de 1.800 soldados do Chade, de acordo com o governo francês. Uma força militar africana autorizada pelas Nações Unidas deve assumir futuramente o comando da missão no país.

Cooperação internacional

Em relação a uma possível ajuda de parceiros internacionais, Le Drian voltou a afirmar que não há fundos suficientes para reabastecer os caças franceses por ar. Ele disse ainda que faltam aviões não tripulados de reconhecimento, os chamados drones. Já o ministro do Exterior disse estar satisfeito com o suporte para a missão, tanto nacional como internacional.

Recentemente, a Alemanha havia prometido aumentar significativamente a ajuda militar no Mali. Além de aviões-tanque, de transporte e instrutores militares, agora também devem ser enviados à África 40 paramédicos.

O número de soldados alemães deverá, com isso, aumentar para mais de 150. Entre eles, estarão, segundo um acordo obtido na terça-feira, um grupo de 40 especialistas militares que vão participar de uma missão de treinamento da União Europeia. A participação de militares alemães em operações de combate continua fora de questão.

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