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Forças sírias mataram 111 civis em um só dia

por Redação Carta Capital — publicado 21/12/2011 15h40, última modificação 21/12/2011 15h43
Após novo massacre, os Estados Unidos dizem que Bashar al-Assad "não merece governar o país"

NICOSIA (AFP) - As forças de segurança sírias mataram na última terça-feira 111 civis em Idleb (noroeste do país), segundo um novo balanço do opositor Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), com sede no Reino Unido.

Fontes da oposição informaram que a repressão da revolta popular contra o regime do presidente Bashar al-Assad, iniciada há nove meses, provocou outras 49 mortes de civis em todo o país.

A Liga Árabe anunciou que enviará observadores na quinta-feira à Síria, onde segundo ativistas da oposição os combates entre soldados e desertores provocaram as mortes de 150 militares dissidentes no noroeste do país.

Nesta quarta-feira 21, os Estados Unidos afirmaram que Assad "não merece governar a Síria" e advertiram sobre a adoção de "novas medidas" caso a repressão contra a oposição persista.

"Os atos repulsivos e deploráveis" cometidos contra a população civil na repressão da revolta contra o governo, violando "de maneira flagrante" o plano árabe para sair da crise, assinado por Assad, mostram que "não merece governar a Síria", afirmou o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, em um comunicado.

A Casa Branca ressaltou que, caso o governo sírio não implemente em sua totalidade o plano da Liga Árabe para acabar com a violência, "a comunidade internacional tomará medidas adicionais para pressionar o regime de Assad para fazer com que a repressão termine".

A oposição síria exigiu uma reunião emergencial com o Conselho de Segurança da ONU e com a Liga Árabe, após o massacre de 123 civis perpretrado pelas forças do regime no norte do país.

Segundo a ONU, os conflitos entre forças governamentais, população civil e desertores do exército já deixaram mais de 5.000 mortos desde março.

O Conselho Nacional Sírio (CNS) emitiu um comunicado pedindo a reunião "diante dos massacres horríveis" realizados pelo regime "contra civis desarmados, principalmente nas montanhas de Zauia, Idleb e Homs".

 

Com informações da AFP. Leia mais em afpmovel.com

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