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Líbia

Filho de Kadafi diz estar disposto a negociar com opositores

por Opera Mundi — publicado 26/02/2011 15h46, última modificação 26/02/2011 15h53
O filho do governante norte-africano assegurou que o Exército não empreenderá mais ataques para favorecer um clima propício para a negociação. Do Opera Mundi

Saif al-Islam Kadafi, um dos filhos do ditador líbio Muamar Kadafi, disse que quer negociar com os opositores a partir deste sábado (26/02), em declarações realizadas a jornalistas estrangeiros em Trípoli divulgadas pelo site do jornal britânico The Guardian.

O filho do governante norte-africano assegurou que o Exército não empreenderá mais ataques para favorecer um clima propício para a negociação.

"O Exército decidiu não atacar os terroristas e dar uma oportunidade à negociação. Esperamos conversar pacificamente e que seja para este sábado", assinalou.

Saif al-Islam indicou que a situação é tranquila no país salvo nas cidades de Misratah e Zawiya.

"Tirando Misratah e Zawiya, tudo está calmo... As negociações estão em andamento e estamos otimistas", afirmou.

A revolta popular na Líbia mantém o cerco ao regime de Trípoli, ao mesmo tempo em que aumenta a pressão da comunidade internacional, que estuda a criação de uma zona de exclusão aérea e levar Muammar Kadafi para o TPI (Tribunal Penal Internacional).

A maior parte das forças leais a Kadafi está na capital, enquanto em Benghazi, a segunda maior cidade do país, os comitês populares que agora a controlam anunciaram a formação de uma administração local para coordenar ações com outras "localidades líbias livres".

Nesta sexta-feira (25/02), Kadafi apareceu em público para encorajar seus seguidores a reprimerem a rebelião.

Kadafi convocou seus simpatizantes e ameaçou abrir os arsenais "quando for necessário" para armar as tribos líbias e lutar contra as tentativas de terminar com seu regime de 42 anos.

Por sua parte, o governo dos EUA anunciou que imporá sanções unilaterais contra a Líbia e buscará coordenar represálias internacionais, enquanto a UE acorda, entre outras medidas, um embargo total de armamentos e o congelamento dos bens da família de Kadafi em território comunitário.

*Matéria publicada originalmente no Opera Mundi

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