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Internacional

"Guerra ao Terror"

Filho de Bin Laden condena a operação militar dos Estados Unidos no Paquistão

por Redação Carta Capital — publicado 10/05/2011 17h48, última modificação 10/05/2011 17h52
Omar Bin Laden, que criticou publicamente a opção de seu pai pela violência, questiona o fato do terrorista não ter sido levado a julgamento como Saddam Hussein

Omar Bin Landen, o quarto filho mais velho de Osama Bin Laden, acusou, por meio de uma nota, os Estados Unidos de violarem leis internacionais na operação militar no Paquistão que culminou com a morte de seu pai.

O texto foi entregue ao jornal The New York Times por Jean Sasson, autora norte-americana que escreveu a biografia de Omar. Ele questiona "por que Osama Bin Laden não foi preso e julgado em uma corte para que a verdade fosse revelada à população mundial” e cita os julgamentos de Saddam Hussein e Slobodan Milosevic.

Omar ficou conhecido por condenar publicamente os atos de terrorismo cometidos por seu pai. Ele morou com Osama Bin Laden no Afeganistão até 1999. Apesar do documento entregue ao The New York Times ser de autoria “dos filhos de Osama Bin Laden”, apenas o nome de Omar é citado.

“Assim como condenamos as ações de nosso pai, nós condenamos a ordem do presidente dos Estados Unidos que causou a execução de homens e mulheres desarmados”, segue o comunicado, que cita a morte de uma das mulheres de Osama durante a operação.

Omar Bin Laden também pede que o governo do Paquistão entregue a membros da família Bin Laden as três mulheres e as crianças sob sua custódia.

Leia na página do The New York Times a íntegra da declaração de Omar Bin Laden (em inglês)

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