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Máfia do futebol

Fifa volta ao noticiário com novos desafetos

por Redação Carta Capital — publicado 13/06/2011 10h01, última modificação 06/06/2015 18h16
Na Inglaterra, David Cameron chama eleição da entidade de 'farsa' e ataca mandatários; no Brasil, cidades-sede se queixam de lobbie em favor de patrocinadores

Ainda tentando se levantar da ória, a , voltou ao noticiário nesta segunda-feira com aparentes novos inimigos declarados. Um, na Inglaterra; o outro, nas cidades que receberão jogos da Copa de 2014, no Brasil.

Pouco mais de duas semanas após a polêmica eleição que reconduziu Joseph Blatter à chefia da entidade, em meio aos protestos da Associação de Futebol (FA), da Inglaterra, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, se posicionou publicamente sobre o pleito, que chamou de “farsa”. De acordo com a agência Reuters, Cameron afirmou que o órgão que dirige o futebol mundial nunca caiu num nível tão baixo.

Blatter foi reeleito para mais quatro anos de mandato na semana retrasada, após o único adversário ao posto, o chefe da federação asiática, Mohamed Bin Hammam, deixar a disputa após suspeita de corrupção em sua campanha. A FA, em guerra declarada à Fifa após perder a disputa para sediar a Copa de 2018, pedia o adiamento da eleição.

A escolha das sedes das Copas de 2018, na Rússia, e de 2022, no Catar, foi marcada por denúncias de corrupção. Dois membros do comitê executivo da Fifa foram suspensos após serem acusados de pedir dinheiro em troca de votos.

Cameron, agora, deixou clara a sua posição em relação à Fifa ao cobrar que os atuais mandatários do órgão provem “que são realmente capazes de fazer o trabalho para os quais são designados".

No mesmo dia, a Folha de S.Paulo trouxe como manchete a queixa de representantes de governos estaduais contra os lobbies feitos pela Fifa para que as 12 cidades-sede da Copa “cooperem” com as empresas patrocinadoras do órgão. A reportagem mostra declarações feitas sob condição de anonimato e cópias de documentos que supostamente confirma o lobbie em favor de uma fabricante de brindes, uma empresa de energia solar e uma seguradora.

A Fifa se defendeu dizendo que a “oferta de parceiros” é apenas uma conduta padrão, apesar do constrangimento ressaltado pelos gestores das cidades-sede em atender aos pedidos do órgão máximo do futebol.

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