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Fifa impede divulgação de documentos contra Teixeira, diz BBC

por Redação Carta Capital — publicado 24/05/2011 15h19, última modificação 24/05/2011 18h21
Emissora afirma que dois dirigentes da federação tiveram de devolver dinheiro de propinas após acordo em corte suíça. Um deles seria o presidente da CBF

O site da BBC Brasil informou que a Fifa está impedindo o programa de TV Panorama, da emissora inglesa, de divulgar documentos que supostamente revelam a identidade de dois dirigentes do órgão máximo do futebol que foram forçados a devolver dinheiro de propinas em um acordo com autoridades suíças – sede da entidade. Um dos dirigentes seria o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, integrante do comitê executivo da Fifa.

Um promotor de Zug, cidade no nordeste da Suíça, tenta divulgar detalhes do caso, mas é contestado pelos advogados contratados pela Fifa.

Segundo a BBC, Teixeira foi obrigado a devolver o dinheiro por ter supostamente recebido propinas, durante a década de 1990 pagas pela empresa de marketing esportivo, a ISL (International Sports and Leisure). A empresa comercializava direitos de televisão e anúncios durante a Copa do Mundo para anunciantes e patrocinadores e foi à falência em meados de 2001.

No ano passado, o mesmo programa da BBC levantou a suspeita sobre integrantes do comitê executivo da Fifa. Além de Teixeira, foram citados o paraguaio Nicolas Leoz e o camaronês Issa Hayatou.

O total de propinas pagas aos dirigentes chegaria, segundo a reportagem, a 100 milhões de dólares.

Segundo o jornalista suíço Jean François Tanda, que requisitou a divulgação de detalhes do acordo na Justiça, a Fifa está atrasando a liberação do documento para que ela não ocorra antes das eleições da entidade.

Segundo a nota da BBC Brasil, tanto Ricardo Teixeira como João Havelange – também citado entre os suspeitos –se recusaram a responder perguntas feitas pela emissora. A Fifa, por sua vez, s limitou a afirmar que o caso já está encerrado.

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